O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a realocação de US$ 1,8 bilhão de recursos de ajuda externa, dos quais US$ 400 milhões serão destinados exclusivamente a grupos que fazem oposição aos governos de Cuba, Venezuela e Nicarágua. Segundo o governo norte-americano, o objetivo é impulsionar movimentos que atuam pela transição democrática nesses três países, governados, respectivamente, por Miguel Díaz-Canel, Nicolás Maduro e Daniel Ortega.
De acordo com a Casa Branca, a decisão faz parte de um plano mais amplo de rever programas da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Trump afirmou que diversos projetos financiados pela agência foram encerrados por priorizarem “pautas progressistas” consideradas contrárias aos interesses de Washington. O presidente classificou o novo direcionamento de verbas como “vital para a segurança nacional” e alinhado à sua política America First.
Com a medida, os recursos passam a ser canalizados para iniciativas que, na avaliação do governo, podem reforçar a atuação de líderes e organizações que contestam os regimes de Havana, Caracas e Manágua. Fontes do Departamento de Estado indicam que parte do montante será aplicada em treinamento, comunicação e apoio logístico a entidades da sociedade civil que denunciam violações de direitos humanos e buscam eleições livres.
A orientação de Trump também reforça a estratégia de pressionar economicamente os governos de perfil autoritário na América Latina. Há pelo menos três anos, Washington mantém sanções financeiras contra altos funcionários dos três países e restringe transações envolvendo empresas estatais venezuelanas. Ao concentrar novos fundos na oposição local, a administração republicana pretende intensificar a pressão interna sem recorrer ao envio de tropas ou a bloqueios adicionais.
Parlamentares do Partido Republicano saudaram o anúncio, afirmando que o reforço de caixa acelera a “luta contra ditaduras comunistas” na região. Já legisladores democratas criticaram a extinção de projetos da USAID voltados para questões ambientais e de direitos de minorias, alertando que o corte pode prejudicar metas de desenvolvimento sustentável em outras nações latino-americanas.
O pacote de US$ 400 milhões deverá ser liberado de forma escalonada, mediante relatórios semestrais ao Congresso norte-americano. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre como cada país receberá sua parcela nem quais organizações serão contempladas. A Casa Branca informou apenas que os primeiros repasses estão previstos para ocorrer ainda neste ano fiscal.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
