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Perita diz que adolescente de 13 anos sentiu satisfação ao matar a própria mãe em Colíder

A perita criminal Rosangela Monteiro afirmou que a adolescente de 13 anos responsável pela morte da mãe, a servidora municipal Samara Aparecida Conceição, 34, demonstrou prazer ao cometer o crime e liderou toda a ação. O homicídio ocorreu em 11 de setembro, dentro da casa da família, em Colíder, norte de Mato Grosso.

De acordo com a perita, a jovem foi a mentora intelectual e material do assassinato, executado com o auxílio do namorado e de dois amigos, todos também adolescentes. “Ela quis provar como era matar”, declarou Rosangela durante entrevista ao canal do jornalista Beto Ribeiro no YouTube, exibida em 25 de setembro. A especialista comparou o caso ao de Suzane von Richthofen, mas ressaltou que, diferentemente daquele episódio, a garota mato-grossense fez questão de atacar a vítima com as próprias mãos.

Dinâmica do crime

Segundo o delegado Adan Ximenes, titular da Polícia Civil em Colíder, o plano foi executado enquanto Samara dormia. A filha pulou sobre as costas da mãe e aplicou um golpe conhecido como mata-leão. Ao mesmo tempo, o namorado imobilizou o braço esquerdo da vítima, um dos amigos segurou o braço direito e o quarto adolescente conteve as pernas. Um fio elétrico também foi usado para auxiliar na asfixia.

Os quatro envolvidos confessaram a participação e disseram ter discutido alternativas como golpes de faca ou pauladas antes de optarem pelo estrangulamento. Conforme o delegado, a vítima parou de reagir em poucos minutos.

Fuga frustrada

Poucas horas após o crime, três adolescentes foram detidos pela Polícia Militar quando se preparavam para deixar a cidade. Eles levavam roupas e R$ 5,8 mil, quantia que, segundo as investigações, estava guardada na residência de Samara. O quarto participante foi localizado em seguida pela Polícia Civil.

A polícia apurou que o dinheiro seria dividido entre o grupo para ser gasto em festas numa cidade vizinha. Os depoimentos revelaram frieza ao relatar os detalhes do homicídio, reforçando a avaliação da perícia sobre o comportamento da adolescente de 13 anos.

Todos os menores permanecem internados em unidade socioeducativa à disposição da Justiça. O inquérito segue para o Ministério Público, que deverá oferecer representação por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Notícia Exata

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