A Prefeitura de Várzea Grande iniciou nesta segunda-feira (27) a Operação Céu Azul, que amplia a fiscalização sobre o uso de linhas com cerol ou linha chilena em pipas. A medida foi determinada pela prefeita Flávia Moretti (PL) após a morte de um menino de 9 anos no domingo (26), no bairro Cristo Rei.
De acordo com a Guarda Municipal de Várzea Grande (GMVG), a criança pedalava nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro quando foi atingida no pescoço por uma linha cortante. Testemunhas tentaram socorrê-la imediatamente, mas o menino não resistiu aos ferimentos e morreu no local, caído na calçada.
Em mensagem publicada nas redes sociais, Flávia classificou o episódio como crime e defendeu punição exemplar aos responsáveis. “Um menino cheio de vida perdeu o futuro por causa da irresponsabilidade de quem insiste em usar cerol. E isso não foi acidente. Foi crime”, escreveu a prefeita.
A Operação Céu Azul prevê ações conjuntas de fiscalização, aplicação de multas e campanhas permanentes de conscientização em escolas, bairros e pontos de venda de artigos para pipas. “Nenhuma brincadeira vale uma vida. Cerol é crime. E nesta gestão, a punição é certa”, reforçou Flávia.
Penalidades previstas
No estado de Mato Grosso, o uso de linha com cerol rende multa de R$ 2.452,00, valor que dobra em caso de reincidência. A legislação federal também prevê apreensão do material e possibilidade de detenção, a depender da gravidade do caso.
Fiscalização reforçada
Com a nova operação, as equipes da GMVG passam a atuar de forma ostensiva em pontos tradicionais de soltura de pipas e em estabelecimentos que comercializam o produto. A guarda orienta a população a denunciar práticas ilegais pelo telefone de emergência do município.
A morte do garoto reacendeu o debate sobre o uso de materiais cortantes em brincadeiras ao ar livre, problema que se intensifica no período de férias escolares e em bairros com grande concentração de crianças e adolescentes.
Além da repressão, a gestão municipal informou que irá promover palestras educativas em escolas e distribuir material informativo em comunidades para alertar sobre os riscos do cerol e da linha chilena.
O corpo do menino foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá. Familiares e amigos devem realizar velório e sepultamento em cerimônia reservada.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
