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Senador repudia caso Orelha e defende reduzir maioridade penal

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) classificou como “crueldade extrema” a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida no início do mês em Florianópolis (SC), e voltou a defender a redução da maioridade penal. Médico-veterinário de formação, o parlamentar usou as redes sociais para comentar o caso, que envolveu quatro adolescentes suspeitos de maus-tratos.

“Pare, pense nisso. Isso não é travessura, não é brincadeira, é barbárie”, escreveu Fagundes. Para ele, a Justiça precisa atuar “de forma transparente e independente”, mas a punição tende a ser branda porque os investigados são menores de idade. “Quem é capaz de torturar e matar, e já pode votar, sabe o que faz e deve responder pelos seus atos”, afirmou.

Familiares indiciados por coação

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou por coação três familiares dos adolescentes: os pais e um tio. Segundo as investigações, eles teriam pressionado testemunhas durante o inquérito que apura a morte de Orelha. O animal, que era cuidado por moradores da região, não resistiu aos ferimentos depois de sofrer agressões supostamente praticadas pelos jovens.

“Se hoje esses jovens são capazes de fazer isso com um animal indefeso, do que serão capazes amanhã?”, questionou o senador. Ele afirmou sentir “dor profunda” como veterinário, “revolta” como senador da República e “indignação” como cidadão, além de cobrar apuração rigorosa.

Projetos de proteção animal

Wellington Fagundes lembrou que é autor de propostas no Senado voltadas à causa animal. Entre elas está a Lei do Cão Joca, que estabelece regras para aumentar a segurança no transporte aéreo de animais de estimação, e o Dezembro Verde, campanha nacional de combate ao abandono.

“São leis que garantem resgate, cuidado e proteção e ajudam a reduzir o abandono de animais domésticos. Crueldade contra animais não é um detalhe, é um sinal claro de violência futura”, concluiu o parlamentar.

O inquérito que apura a morte de Orelha segue em andamento na polícia catarinense. Os adolescentes investigados permanecem em liberdade enquanto aguardam a conclusão dos procedimentos legais.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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