A mais recente campanha da Nike, intitulada “Vai, Brasa”, desenvolvida para acompanhar o lançamento do novo uniforme da Seleção Brasileira de futebol, foi alvo de intensa desaprovação por parte dos usuários das redes sociais. Dados recentes indicam que 75% do público manifestou rejeição à iniciativa da gigante do material esportivo em plataformas digitais como Instagram, Facebook e X.
O levantamento, realizado pelo MKT Esportivo em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta uma significativa dissonância entre a mensagem publicitária da marca e a percepção do consumidor brasileiro. A análise dos sentimentos expressos online revela que o termo “Brasa”, utilizado como elemento central da campanha, foi o principal catalisador para a resposta negativa.
Entre as reações predominantes, 40% dos comentários analisados expressaram sentimentos de “raiva”, enquanto 32% manifestaram “nojo” em relação à escolha da palavra e ao conceito geral da campanha. Tais porcentagens sublinham a profundidade do descontentamento e a falha em estabelecer uma conexão positiva com o público-alvo.
Especialistas em marketing e comunicação interpretam esses resultados como um indicativo claro de uma desconexão entre a estratégia da marca e os valores culturais enraizados na identidade brasileira. Para uma empresa global que busca engajamento com uma das paixões nacionais mais fortes – o futebol e sua seleção –, a recepção negativa da campanha “Vai, Brasa” acende um alerta sobre a importância de uma profunda compreensão cultural em suas comunicações. A tentativa de criar um slogan que ressoasse com o espírito brasileiro, ao invés disso, gerou uma resposta de repulsa, comprometendo a imagem da campanha e, potencialmente, a percepção da marca junto a uma parcela significativa dos consumidores. O objetivo de celebrar o espírito da Seleção parece ter sido mal interpretado ou executado, resultando em um impacto contrário ao desejado no ambiente digital.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder
