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Furacão Melissa atinge 280 km/h e lidera ranking de 2025

O furacão Melissa reforçou sua intensidade nesta terça-feira (27) e passou a ser a tempestade mais poderosa registrada em todo o planeta em 2025. De acordo com boletim divulgado às 15h (horário de Brasília) pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), os ventos máximos sustentados chegaram a 280 km/h, mantendo a classificação de categoria 5 na escala Saffir-Simpson.

A nova medição representa acréscimo de 16 km/h em relação ao relatório das 12h, também no horário de Brasília. Às 15h, o olho do sistema estava posicionado a aproximadamente 233 quilômetros a sudoeste de Kingston, capital da Jamaica, avançando em direção oeste-noroeste com velocidade de translação de 5 km/h. O NHC informou ainda que Melissa está gradualmente curvando sua trajetória para o norte, o que aumenta a atenção sobre possíveis impactos diretos na ilha caribenha.

Com a marca de 280 km/h, Melissa figura agora entre os furacões mais intensos já observados na bacia do Atlântico. Desde o início dos registros modernos, apenas nove sistemas superaram essa velocidade de vento. Outros episódios chegaram ao mesmo patamar, mas não o ultrapassaram. O recorde permanece com o furacão Allen, que em 1980 atingiu 305 km/h.

No Mar do Caribe, o fenômeno só perde em força para Allen, Wilma (2005), Mitch (1998) e Gilbert (1988). Este último também foi o mais recente grande furacão a impactar diretamente a Jamaica. Apesar das semelhanças na potência dos ventos, especialistas ainda analisam se Melissa seguirá trajetória comparável aos sistemas históricos ou se poderá se desviar antes de tocar terra.

Autoridades jamaicanas mantêm alertas de furacão em vigor para toda a costa sul da ilha e recomendam que a população acompanhe os boletins oficiais, reforce estruturas residenciais e prepare kits de emergência. O lento deslocamento de 5 km/h aumenta o risco de chuvas prolongadas, inundações e deslizamentos de terra, caso o ciclone fique estacionário próximo à região.

O Centro Nacional de Furacões continuará monitorando o comportamento da tempestade em intervalos de três horas. Novas atualizações devem detalhar possíveis mudanças de rota e oscilações na intensidade. Por enquanto, não há previsão de enfraquecimento significativo nas próximas 24 horas, cenário que mantém Melissa como o furacão mais perigoso do Atlântico nesta temporada.

Órgãos de proteção civil nos demais países do Caribe e do Golfo do México acompanham a evolução do sistema e podem emitir avisos adicionais conforme o deslocamento. Meteorologistas ressaltam que, mesmo sem aterrissagem direta, ondas elevadas e mar agitado podem afetar rotas marítimas e costeiras em ampla área da região.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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