O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou-se “honrado” com a sinalização de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao seu projeto para o Palácio Paiaguás em 2026. Segundo interlocutores, Bolsonaro informou ao presidente nacional do PL, Waldemar da Costa Neto, que pretende reeditar a coligação formada em 2022 com o governador Mauro Mendes (União Brasil) e endossar o nome de Pivetta, deixando em segundo plano a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL).
“Recebi com muita honra, com muita alegria. Tenho bom relacionamento com prefeitos, deputados e lideranças do PL. Estamos conversando para reunir o máximo de partidos”, afirmou Pivetta nesta terça-feira (28), durante evento em Cuiabá. O vice-governador acredita que o apoio do capitão reformado “pode dar musculatura” à sua pré-campanha e ampliar sua presença nos 141 municípios mato-grossenses.
Possível mudança de partido
Nos bastidores, circula a informação de que o PL estuda filiar Pivetta como condição para formalizar o compromisso. Questionado, o vice-governador garantiu não ter recebido convite oficial, mas não descartou discutir o tema. “Não chegamos nesse ponto da conversa, não penso nisso agora”, disse. Ele admitiu, contudo, que pode se reunir em breve com Costa Neto: “Ainda não houve conversa sobre negociação, nada foi imposto”.
A eventual migração tornaria Pivetta o nome governista dentro do partido de Bolsonaro, acirrando a disputa interna com Wellington Fagundes, que trabalha para manter sua pré-candidatura. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, tem reiterado que o senador possui “aval integral” da sigla para buscar viabilidade eleitoral.
Disputa em 2026
Pivetta ressalta que, embora busque uma coalizão ampla, está disposto a enfrentar adversários que permanecerem na corrida. “Eleição exige preparo para a disputa. Vou procurar a maior aliança possível, mas enfrentarei quem for necessário”, declarou. Pesquisas internas apontam Wellington como principal concorrente do vice-governador no momento.
Desde 2022, Republicanos, PL e União Brasil compõem a base que reelegeu Mauro Mendes. A manutenção desse bloco é vista como estratégica para o pleito de 2026, quando estará em jogo a sucessão estadual. Até lá, Pivetta pretende intensificar articulações com prefeitos, deputados e dirigentes partidários para consolidar apoios e definir, ou não, um novo domicílio partidário.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews