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PSD mira duas cadeiras na AL e aposta em Wilson Santos

O PSD de Mato Grosso definiu sua estratégia para a eleição de 2026 à Assembleia Legislativa. Sem o deputado Nininho, que ultrapassou 50 mil votos em 2022 e migrou para o Republicanos, a sigla pretende repetir — e até ampliar — o desempenho das últimas urnas com uma chapa enxuta, composta por três nomes considerados competitivos.

Wilson Santos como principal puxador de votos

Ex-prefeito de Cuiabá e deputado estadual em exercício, Wilson Santos disputa o que pode ser seu sexto mandato e é apontado pela direção partidária como principal responsável por atrair votos para a legenda. Dirigentes acreditam que o capital eleitoral acumulado nas cinco passagens anteriores pelo parlamento estadual, além da visibilidade adquirida em cargos executivos, garantirão a ele a condição de mais votado na nominata pessedista.

Disputa interna pela segunda vaga

A eventual segunda cadeira na Assembleia será disputada por Gilmar Fabris, que já ocupou cadeira no Legislativo e prepara uma grande estrutura de campanha, e pela jornalista Rafaela Fávaro, filha do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD). Nos bastidores, aliados afirmam que Fabris tem vantagem na montagem de bases no interior, enquanto Rafaela aposta na projeção do sobrenome e na atuação do pai em Brasília para conquistar o eleitorado urbano.

Efeito da saída de Nininho

A desvinculação de Nininho do PSD, após a migração para o Republicanos, impôs o desafio de reorganizar a chapa proporcional. O parlamentar havia sido o segundo mais votado entre os filiados em 2022 e, ao deixar o partido, levou consigo parcela expressiva do eleitorado do médio norte do estado. Para minimizar o impacto, líderes estaduais intensificaram as articulações regionais e reforçaram a presença de Wilson Santos em agendas pelo interior.

Estratégia eleitoral

Com apenas três candidatos considerados competitivos, a sigla busca concentrar esforços na divulgação conjunta do número partidário e na otimização de recursos financeiros, apostando no chamado voto de legenda para preencher o quociente eleitoral. Interlocutores próximos ao ministro Carlos Fávaro afirmam que o PSD monitorará pesquisas internas mês a mês para realocar verbas e ajustar a comunicação conforme o desempenho de cada postulante.

Projeções

A expectativa oficial é alcançar votação suficiente para assegurar duas das 24 cadeiras da Assembleia. Caso o plano se confirme, o partido pretende consolidar uma bancada capaz de atuar alinhada ao governo federal na pauta agropecuária e na ampliação de repasses para infraestrutura. Se o projeto falhar, dirigentes admitem que ao menos a reeleição de Wilson Santos é considerada prioridade inegociável.

As convenções partidárias estão previstas para julho de 2026, quando os nomes serão confirmados. Até lá, PSD e Republicanos devem travar disputa direta pelo mesmo eleitorado, especialmente em regiões onde Nininho e Wilson Santos têm base consolidada.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RD News

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