Maio é o mês de celebrar o amor incondicional, a ternura e a força das mães. É tempo de homenagear quem nos deu a vida e, muitas vezes, nos sustentou com coragem e sacrifício. A maternidade é o primeiro grande amor que, em regra, uma pessoa recebe na vida. Exaltar a figura materna é um gesto essencial — não apenas pelo valor simbólico, mas pelo papel insubstituível que a mãe ocupa na formação emocional e afetiva de qualquer ser humano.
Mas, para além das homenagens, o mês de maio também nos convida a refletir com seriedade sobre as condições concretas que cercam a maternidade no Brasil. Especialmente sobre um tema muitas vezes negligenciado: as creches.
Desde a Revolução Industrial, iniciada em 1760, as mulheres estão no mercado de trabalho. Foram incorporadas à produção em escala industrial há mais de dois séculos. Mas, mesmo depois de tanto tempo, permanecem — especialmente no Brasil — com a incumbência quase exclusiva das tarefas domésticas. Trabalham fora, mas continuam sendo as principais responsáveis pela casa, pelos filhos, pelos cuidados diários. O ingresso no mercado não veio acompanhado de uma redistribuição justa das responsabilidades familiares.
A inexistência de divisão efetiva de tarefas — ou seja, a ausência de pais verdadeiramente corresponsáveis pelo cuidado com os filhos — cria para a mulher uma situação impossível. Em milhares de famílias onde não há alternativa senão ambos os cônjuges trabalharem fora, ou nos muitos lares monoparentais liderados por mulheres, falta alguém que cuide dessas crianças. Sem rede de apoio, sem política pública eficaz, a equação não fecha. E quem paga o preço mais alto são sempre elas: as mães.
Hoje, 49,1% das unidades domésticas no Brasil têm mulheres …
Mas, para além das homenagens, o mês de maio também nos convida a refletir com seriedade sobre as condições concretas que cercam a maternidade no Brasil. Especialmente sobre um tema muitas vezes negligenciado: as creches.
Desde a Revolução Industrial, iniciada em 1760, as mulheres estão no mercado de trabalho. Foram incorporadas à produção em escala industrial há mais de dois séculos. Mas, mesmo depois de tanto tempo, permanecem — especialmente no Brasil — com a incumbência quase exclusiva das tarefas domésticas. Trabalham fora, mas continuam sendo as principais responsáveis pela casa, pelos filhos, pelos cuidados diários. O ingresso no mercado não veio acompanhado de uma redistribuição justa das responsabilidades familiares.
A inexistência de divisão efetiva de tarefas — ou seja, a ausência de pais verdadeiramente corresponsáveis pelo cuidado com os filhos — cria para a mulher uma situação impossível. Em milhares de famílias onde não há alternativa senão ambos os cônjuges trabalharem fora, ou nos muitos lares monoparentais liderados por mulheres, falta alguém que cuide dessas crianças. Sem rede de apoio, sem política pública eficaz, a equação não fecha. E quem paga o preço mais alto são sempre elas: as mães.
Hoje, 49,1% das unidades domésticas no Brasil têm mulheres …