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TCE e Prefeitura de Cuiabá denunciam fraude em notas de informática na rede municipal

TCE e Prefeitura de Cuiabá denunciam fraude em notas de informática na rede municipal

Irregularidades na rede municipal de ensino

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) em conjunto com a Prefeitura de Cuiabá revelou um esquema de irregularidades no sistema educacional da capital. Durante uma fiscalização no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação e na Escola Municipal Francisco Pedroso da Silva, nesta quarta-feira (29), autoridades flagraram a atribuição de notas a alunos em disciplinas que sequer são ministradas.

Notas atribuídas sem aulas ou equipamentos

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), constataram que estudantes da rede municipal recebiam nota 7 na disciplina de informática, apesar da inexistência de laboratórios ou de qualquer carga horária dedicada ao ensino da matéria. Segundo as autoridades, a prática visava justificar a aquisição de kits de informática que permaneciam sem uso nas unidades escolares.

Investigação sobre a origem da fraude

O material didático, avaliado em mais de R$ 20 milhões, foi adquirido pelo município, mas não cumpre sua finalidade pedagógica. O presidente do TCE classificou a situação como uma fraude deliberada. “Eles colocam notas de informática para poder vender o kit. A criança que nunca viu uma aula está com nota sete. É coisa de malandro”, afirmou Sérgio Ricardo durante a vistoria.

Responsabilidades e desdobramentos

O prefeito Abilio Brunini ressaltou que a irregularidade não é um caso isolado atribuído apenas ao ex-secretário Amauri Monge, mas sim uma orientação impositiva que partiu da estrutura pedagógica da Secretaria de Educação. Conforme o gestor, diretores de escolas foram pressionados a lançar as notas e a disciplina nos boletins escolares como parte de um planejamento para o ano de 2026.

A prefeitura se comprometeu a fornecer todos os documentos e ofícios necessários para auxiliar o Tribunal de Contas na apuração dos fatos. O prefeito enfatizou que a rede de responsabilidades envolve diversos servidores que teriam forçado a implementação da medida nas escolas. O caso segue sob investigação rigorosa do órgão de controle estadual, conforme reportado pelo portal RepórterMT.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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