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Relatório contabiliza mais de 7 mil cristãos mortos por extremistas na Nigéria em 2025

Grupos extremistas islâmicos mataram 7.087 cristãos na Nigéria entre 1º de janeiro e 10 de agosto de 2025, segundo levantamento da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety). O estudo, divulgado em 10 de agosto e encaminhado em 13 de agosto à agência ACI África, indica ainda que outras 7,8 mil pessoas foram sequestradas no mesmo período por motivos religiosos.

De acordo com a organização, a taxa de homicídios equivale a uma média de 30 vítimas por dia, num país que já lidera o ranking mundial de perseguição a cristãos. Para a Intersociety, pelo menos 22 organizações terroristas com inspiração islâmica atuam em território nigeriano, com o objetivo declarado de eliminar o cristianismo e impor um sultanato até 2075.

Estados mais atingidos

O relatório detalha os locais com mais registros de mortes:

Estado de Benue: cerca de 1,1 mil mortos, incluindo 280 vítimas no massacre de Yelewata (13 e 14 de junho) e 72 em Sankera, em abril.

Estado de Plateau: 806 mortes, das quais aproximadamente 300 ocorreram apenas em abril.

Sul de Kaduna: cerca de 620 mortos, além de dezenas de sequestros em cativeiro. A região soma aproximadamente 800 raptos desde o fim de 2024.

Região Igbo (sudeste): 615 mortos em ataques e sequestros atribuídos a grupos jihadistas.

Sudoeste: 610 mortes em investidas próximas a rodovias como Benin-Ore, Ore-Sagamu, Lagos-Ibadan e Lagos-Abuja.

Estado do Níger: 605 mortos e cerca de mil sequestrados. O território abriga a Aliança para a Jihad na Nigéria, criada em junho de 2020.

Outros estados com números expressivos são Kogi (550 mortos), Edo (505), Borno (420), Taraba (320), Delta (216), Katsina (200), Cross River (60) e Bauchi (50).

Atuação conjunta de grupos armados

A Intersociety atribui o avanço da violência à entrada, a partir de 2017, de facções terroristas que operam ao lado de milícias fulani — grupo de pastores muçulmanos frequentemente envolvido em ataques a comunidades agrícolas majoritariamente cristãs. A ONG também menciona a participação da Aliança para a Jihad na Nigéria em várias ofensivas.

Mortes atribuídas ao Exército

O documento responsabiliza ainda as Forças Armadas nigerianas por 410 assassinatos de cristãos, principalmente no sudeste do país. Segundo o texto, esses óbitos ocorreram em ações de sequestro e execuções sumárias, acompanhadas de acusações forjadas e discriminação étnico-religiosa.

Apelo internacional

Diante dos números, a Intersociety pediu aos governos dos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Canadá que classifiquem a Nigéria e os pastores fulani como “entidades de particular preocupação”. A organização solicita também a proibição de entrada, nesses países, de líderes religiosos e políticos acusados de financiar ou apoiar as milícias radicais.

Enquanto isso, a população cristã segue exposta ao risco de novos ataques e sequestros em várias regiões do país africano.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder

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