O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que a legenda chega às eleições de 2026 “totalmente consolidada” no Estado e no cenário nacional, sem receio de enfrentar adversários que detenham a estrutura da máquina pública. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, na quarta-feira (30).
Segundo Ananias, o recado vale especialmente para o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), cotado para disputar o Palácio Paiaguás contra o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato já lançado pelo partido. “Não estamos preocupados com ninguém. O PL tem planejamento e todas as candidaturas definidas”, frisou.
Definições antecipadas
O dirigente destacou que a sigla largou na frente ao definir, ainda em janeiro, seus nomes para os principais cargos em disputa. Para a Presidência da República, o PL trabalha a pré-candidatura do deputado federal Flávio Bolsonaro; para o governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes; e para o Senado, o ex-deputado federal José Medeiros. “Somos um partido organizado internamente, com estrutura e, sobretudo, com a preferência do eleitor identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro”, ressaltou.
Ele lembrou que, nas eleições municipais de 2024, o PL conquistou as quatro maiores cidades do Estado, o que, na sua avaliação, demonstra o alinhamento do eleitorado com as pautas conservadoras defendidas pela sigla.
Máquina não assusta
Questionado sobre a vantagem de adversários que controlam a gestão estadual, caso de Pivetta e do governador Mauro Mendes (União Brasil), Ananias minimizou o efeito da chamada “máquina”. “Pode vir a máquina que quiser, não muda a decisão do eleitor. Quem está na direita se identifica conosco, e não faremos alianças com quem apoia o governo federal”, declarou.
O presidente regional também ironizou o slogan de “governo de entregas”, usado por apoiadores de Mendes. “Se fosse para temer quem faz entrega, ficaríamos receosos do Mercado Livre, do iFood ou da Amazon, que entregam muito mais”, brincou.
Alianças restritas
Ananias adiantou que o PL buscará coligações apenas com partidos claramente posicionados à direita. “Não aceitaremos composições com legendas que estejam na oposição ao que pregamos. A construção das chapas seguirá esse critério”, afirmou.
Para o dirigente, Republicanos e União Brasil, mesmo com estrutura governamental, “já saem mancos” na corrida por não terem nomes nacionais definidos. “Enquanto eles tentam se organizar, nós já falamos com o eleitor mostrando um projeto completo para o Estado e para o país”, concluiu.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
