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Artistas trans de MT ganham destaque no Dia da Visibilidade

O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro desde 2004, reforça a luta por reconhecimento e políticas públicas para pessoas trans e travestis no Brasil. Em Mato Grosso, cinco nomes se destacam na cena cultural e artística, representando a diversidade de expressões e trajetórias do estado.

Tami

Vitória Tami Gondo Lage, conhecida como Tami, é artista não binárie com formação em teatro voltada para cenografia, figurino e audiovisual. Além dos palcos, Tami desenvolve pinturas em telas que mesclam cores intensas e formas irregulares. A próxima exposição da artista ocorre em 7 de fevereiro, no Winchester Pub, em Cuiabá. Seus trabalhos podem ser acompanhados no Instagram @apenaztamii.

Caju Paschoalick

O multiartista transmasculino Caju Paschoalick, chamado de “Rabecaju”, reúne experiência como músico e sonoplasta. Guiado pela rabeca, ele combina forró com sons captados na natureza, influências da Chapada dos Guimarães e de manifestações culturais mato-grossenses. A pré-estreia do álbum “Rabecaju” acontece neste sábado, 31 de janeiro, às 20h30, no Cine Teatro de Cuiabá. Para assistir, o público deve doar 2 kg de alimento não perecível.

Lupita Amorim

Travesti preta e multiartista, Lupita Amorim transita entre dança, música, teatro e literatura. A cuiabana assinou dois livros: “Contos Profícuos”, em parceria com outros autores, e “Peles, Passos e Poesias”, publicação solo que reúne poemas sobre sua experiência enquanto travesti negra. O título está disponível na Amazon.

Sol Ferreira

Bruno Sol Ferreira, ou simplesmente “O Sol Ferreira”, é artista visual e homem trans. Suas obras dialogam com elementos regionais, como visto na exposição “Homem-Mato”. Entre produções de destaque estão “Manga Coração de Boi” (2021) e a websérie “De Cara com o Sol” (2025), disponível no YouTube. Em seu trabalho mais recente, o artista lançou a coleção de leques “SOLEQUES”.

Hend Santana

A atriz, performer, cantora e compositora Hend Santana faleceu em 2022, aos 30 anos, após parada cardiorrespiratória. Mulher trans e gorda, ela defendia visibilidade e direitos para grupos minorizados. Seu legado permanece em vídeos no YouTube, incluindo o EP “Música Gorda”.

Embora avanços como o uso do nome social, a retificação de registros civis e a criação de políticas específicas no Sistema Único de Saúde estejam consolidados, o Brasil ainda figura entre os países mais perigosos para pessoas trans, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). A trajetória desses cinco artistas mato-grossenses reforça a importância de espaços de representação e da continuidade na luta por direitos e segurança.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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