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Condenados a 237 anos por homicídios e torturas em MT

O Tribunal do Júri de Rondonópolis, a 212 km de Cuiabá, sentenciou Marcelo Lourenço da Silva e Wesley Musquim de Sousa a 118 anos e 6 meses de prisão cada um, totalizando 237 anos, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, sequestro, cárcere privado e participação em organização criminosa armada. O julgamento ocorreu na quinta-feira (30).

De acordo com a decisão, os dois réus participaram do sequestro de 14 pessoas, que sofreram intenso sofrimento físico e psicológico para revelar informações à facção da qual os réus faziam parte. Três dessas vítimas — Antônio José dos Santos Filho, Rennan do Nascimento Barreto e Talison Ferreira da Silva — foram assassinadas.

Qualificadoras reconhecidas

O Conselho de Sentença considerou, nos três homicídios, as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Por cada assassinato, Marcelo e Wesley receberam 30 anos de reclusão.

Além dos homicídios, o tribunal fixou outras penas:

Somadas em concurso material, as penas chegaram a 118 anos e 6 meses para cada réu, alcançando 237 anos no total.

Estrutura criminosa

As investigações apontaram que Marcelo e Wesley integravam uma facção armada dedicada a capturar, torturar e executar pessoas para manter controle territorial e intimidar a população. Segundo o Ministério Público, a atuação dos condenados violou de forma grave a segurança da comunidade.

O promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso destacou, durante o julgamento, que o rigor da pena reflete a necessidade de impedir que autores de crimes tão graves voltem a ameaçar a sociedade. Já o promotor Eduardo Antônio Ferreira Zaque afirmou que as vítimas foram privadas de qualquer chance de defesa e submetidas a sofrimento extremo.

Processos desmembrados

A denúncia original envolvia sete investigados. Os demais acusados responderão em ações penais separadas, resultado do desmembramento determinado pela Justiça.

Com a condenação, Marcelo Lourenço da Silva e Wesley Musquim de Sousa permanecem presos. A decisão ainda pode ser alvo de recursos.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNEWS

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