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Polícia recupera R$ 4,5 mil enviados por Pix errado em MT

Uma transferência instantânea de R$ 4,5 mil feita por engano terminou em alívio para uma moradora de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, graças à intervenção da Polícia Civil de Mato Grosso. O caso ocorreu na última sexta-feira (29.1), quando a mulher, de 60 anos, percebeu que havia digitado dados bancários incorretos e enviado o valor a um desconhecido.

Sem conseguir contato com o destinatário por chamadas ou mensagens, a vítima procurou imediatamente a Central de Flagrantes da cidade e relatou o equívoco. A equipe de investigação plantonista assumiu a ocorrência e passou a rastrear o recebedor da quantia.

Os policiais utilizaram o número funcional da delegacia para localizar o titular da conta. Ao estabelecer comunicação, informaram que o depósito havia sido feito de forma equivocada e alertaram que manter o dinheiro poderia caracterizar apropriação indébita, crime previsto no Código Penal.

Poucos minutos depois, o destinatário confirmou o recebimento, acessou a conta bancária e efetuou o estorno integral. A comprovação da devolução foi encaminhada aos policiais, que comunicaram o sucesso à proprietária dos recursos. A mulher retornou à unidade ainda na mesma manhã para confirmar que a quantia já estava novamente disponível em seu saldo.

O delegado Joaquim Leitão Júnior reforçou que, em transferências via Pix feitas por engano, o reembolso deve ocorrer de forma imediata e diretamente para a conta de origem, sem intermediários, a fim de evitar complicações legais. Ele alertou que reter valores indevidamente pode resultar em investigação criminal.

Instituído pelo Banco Central, o Pix realiza transferências em segundos e, por isso, exige atenção redobrada dos usuários no momento da digitação dos dados do favorecido. Caso ocorra erro, a orientação é registrar boletim de ocorrência e buscar auxílio das autoridades competentes para preservar o direito ao ressarcimento.

Com a pronta atuação da Polícia Civil, o caso foi resolvido sem necessidade de medidas judiciais adicionais, garantindo a devolução integral do valor à proprietária e reforçando a importância de acionar a polícia sempre que houver suspeita de retenção indevida de recursos enviados pela plataforma.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Governo MT

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