Em discurso realizado diante de cerca de 900 generais e almirantes, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou o encerramento das políticas voltadas à diversidade e inclusão nas Forças Armadas norte-americanas.
“Essa merd* acabou”, afirmou Hegseth ao subir ao palco, marcando, segundo ele, uma mudança estratégica que passa a priorizar exclusivamente o preparo militar e a eficiência operacional. A fala recebeu aplausos de boa parte da plateia que acompanhava a cerimônia.
Alinhamento com a Casa Branca
Hegseth ressaltou que a decisão é respaldada pelo presidente Donald Trump, que, nas palavras do secretário, defende a retomada de um “espírito patriótico” nas fileiras militares. “Chega de culto à mudança climática. Chega de caras usando vestidos, delírios de gênero, chega de entulho”, declarou o chefe da pasta, reforçando o abandono de programas ligados a gênero, raça e meio ambiente implantados em gestões anteriores.
Foco em capacidade de combate
De acordo com o secretário, a nova diretriz pretende concentrar esforços em treinamento, modernização de equipamentos e prontidão das tropas. “Tudo que não contribui diretamente para vencer guerras está fora da nossa prioridade”, acrescentou.
Critérios de promoção, alocação de recursos e programas de formação serão revistos para assegurar que “mérito e capacidade operacional” sejam os únicos parâmetros considerados, conforme pontuou Hegseth. Ele não detalhou, no entanto, quais iniciativas serão imediatamente revogadas nem apresentou cronograma para a transição.
Reações internas
Entre os oficiais presentes, o pronunciamento foi recebido com aplausos, mas também houve manifestações discretas de desconforto. Fontes ligadas ao alto-comando ouvidas após o evento disseram que aguardam instruções formais para avaliar o impacto das mudanças nos quadros já em vigor.
Especialistas em políticas de defesa consultados pela reportagem afirmam que a revogação de programas de diversidade pode gerar questionamentos legais e desafios administrativos, sobretudo em áreas onde tais iniciativas estão consolidadas há anos. O Pentágono não se posicionou oficialmente até o momento.
Com o anúncio, o Departamento de Guerra sinaliza uma guinada na condução das Forças Armadas, reforçando o alinhamento com a plataforma política do governo Trump e colocando fim a diretrizes consideradas “woke” por seus críticos.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
