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Perícia confirma 102 km/h em atropelamento que matou idosa em VG

A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) concluiu que a Fiat Toro conduzida pelo advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos trafegava a 102 km/h quando atingiu a aposentada Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, 72 anos, em 20 de janeiro, na Avenida da Feb, em Várzea Grande.

De acordo com o laudo, o motorista dispunha de visibilidade plena e não tinha a visão obstruída, fatores que, segundo os peritos, permitiriam evitar o impacto. Mesmo assim, não houve registro de frenagem, desvio ou qualquer tentativa de socorro logo após a colisão. As câmeras de monitoramento mostram a caminhonete seguindo em direção ao Aeroporto Marechal Rondon até sair do enquadramento, sem redução de velocidade.

Segundo veículo e inevitabilidade

A perícia também avaliou a conduta do segundo motorista envolvido no atropelamento, que dirigia outra caminhonete a uma velocidade estimada entre 73 km/h e 78 km/h, acima do limite de 60 km/h. Os especialistas concluíram, porém, que, mesmo se estivesse exatamente a 60 km/h, ele não teria condições de evitar o choque com a vítima, já arremessada pelo primeiro impacto.

Com base nesses dados, o documento atribui responsabilidade total pelo acidente a Paulo Roberto, classificando o fato como “atropelamento típico de pedestre pela caminhonete Fiat Toro”.

Fuga e tentativa de atendimento médico

Após percorrer aproximadamente três quilômetros, o advogado foi abordado pela polícia. Em depoimento, alegou ter passado mal ao volante e, por isso, buscado atendimento no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Segundo o delegado Christian Cabral, o médico plantonista não encontrou alterações de saúde e liberou o paciente pouco depois.

Antecedentes criminais

O inquérito menciona que Paulo Roberto possui duas acusações de homicídio. Em 1998, quando era policial civil no Rio de Janeiro, tornou-se suspeito de matar o delegado Eduardo da Rocha Coelho dentro de uma viatura. Detido, fugiu e mudou-se para Mato Grosso, onde passou a usar o nome Francisco de Ângelis Vaccani Lima.

Já em 2004, ele foi apontado como autor da morte de Rosimeire Maria da Silva, 19 anos, em um motel de Juscimeira. A investigação relata que a vítima teria sido asfixiada, decapitada e teve os dedos decepados, numa tentativa de dificultar a identificação. Partes do corpo foram lançadas nos rios São Lourenço e das Mortes, segundo os autos.

Próximos passos

Com o laudo concluído, a Deletran remontará a dinâmica do atropelamento para anexar ao inquérito. Paulo Roberto pode responder por homicídio qualificado por dolo eventual, fuga do local do acidente e omissão de socorro. O delegado Christian Cabral destacou que o relatório técnico será determinante para a tipificação dos crimes e o indiciamento do suspeito.

Enquanto isso, familiares de Ilmes Dalmes Mendes da Conceição aguardam a conclusão das investigações para ingressar com ações cíveis e acompanhar o andamento do processo criminal.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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