Lambari D’Oeste (MT) – A Polícia Civil de Mato Grosso executou quatro mandados judiciais, na tarde de sexta-feira (30.1), contra um casal de 28 anos suspeito de extorquir uma moradora de Lambari D’Oeste. A ação, batizada de Operação Extortor, contou com apoio da Polícia Militar e resultou em duas prisões preventivas e duas buscas domiciliares.
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cáceres após investigação conduzida pela Delegacia de Rio Branco. Segundo o inquérito, os investigados vinham praticando ameaças, incêndio criminoso e disparos de arma de fogo para forçar a vítima a pagar R$ 25 mil.
Incêndio e tiros para intimidar
Conforme o apurado, os delitos começaram na madrugada de 19 de janeiro de 2026. Por volta das 2h30, o portão da residência da vítima foi incendiado. Logo em seguida, os suspeitos enviaram um vídeo do crime via WhatsApp, exigindo o valor solicitado sob ameaça de repetir o ataque e “matar a vítima”.
Menos de 24 horas depois, às 23h45 do dia 20, câmeras de monitoramento flagraram um veículo passando em frente à mesma casa e efetuando disparos de arma de fogo. As mensagens de áudio e texto recebidas pela vítima reforçavam o tom extorsivo e a promessa de violência caso o dinheiro não fosse entregue.
Ligação confirmada pelas investigações
Em nota, a Polícia Civil informou que análises técnicas e o cruzamento de dados apontaram “vínculo direto” entre o casal e as ameaças. O histórico criminal dos investigados, ainda de acordo com os investigadores, indicaria “alta periculosidade” e risco de novas investidas contra a vítima.
Durante o cumprimento das buscas, agentes apreenderam aparelhos celulares e outros objetos que serão periciados para robustecer o conjunto probatório. O material pode revelar detalhes sobre a origem das mensagens e a possível participação de terceiros.
Prisão preventiva e continuidade do inquérito
O delegado Diego Felipe da Silva Toledo, responsável pelo caso na Delegacia de Rio Branco, explicou que as prisões preventivas foram decretadas “pela gravidade concreta dos delitos, pelo perigo de reiteração criminosa e para assegurar a ordem pública e a instrução processual”.
Após a formalização das prisões, o casal foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanecerá à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para concluir o inquérito policial e encaminhar o resultado ao Ministério Público.
Com a Operação Extortor, a Polícia Civil busca interromper a série de ataques e garantir a proteção da vítima, que segue sob acompanhamento da corporação.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de News Google
