Em artigo divulgado nesta sexta-feira (31), o professor e conselheiro independente Luiz Henrique Lima afirmou que o avanço de discursos e ações militares em diferentes regiões do planeta revela “atraso espiritual e retrocesso civilizatório”. Para o autor, a guerra não decorre de uma imposição divina nem de uma inevitabilidade humana, mas de “ganância, ódio, mentira e loucura”.
Lima rebate argumentos que associam a defesa da paz à covardia ou ao idealismo ingênuo. Segundo ele, construir ambientes pacíficos exige “mais coragem, disciplina e desprendimento” que iniciar conflitos armados. O professor sustenta que o esforço pela conciliação envolve riscos, mas apresenta potencial para gerar felicidade coletiva, ao contrário da destruição provocada pela violência.
Referências culturais
No texto, o articulista recorre a referências artísticas para ilustrar a valorização histórica da paz. Ele cita John Lennon, que “imaginou todas as pessoas vivendo a vida em paz”, Gilberto Gil, para quem a harmonia é “feita de amor”, e Pablo Picasso, que transformou a pomba em símbolo universal de esperança ao lado da denúncia dos horrores bélicos em Guernica. O discurso final do filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin, também é mencionado como exemplo do poder pacificador da arte.
Construção coletiva
O professor recorda ensinamentos de líderes mundiais sobre o tema. De acordo com Nelson Mandela, lembra Lima, paz não se resume à ausência de conflitos, mas à criação de condições para que “todos possam florescer”. Ele acrescenta palavras do papa Francisco, que define a paz como uma construção sustentada por compromisso, colaboração e paciência, alicerçada na justiça, no cuidado, no perdão e na fraternidade.
Para o articulista, a sociedade pode impulsionar essa construção em múltiplos níveis – da família às comunidades – por meio de ações simples, como alimentar, amparar, curar, instruir e dar esperança a quem precisa. “Os verdadeiros heróis”, pontua, “não são os que lançam mísseis contra civis, mas os que dedicam tempo, conhecimento ou recursos para aliviar o sofrimento alheio”.
Ao concluir, Luiz Henrique Lima sustenta que a paz não é uma utopia inatingível. Na avaliação dele, trata-se de um objetivo concreto e “belo” ao alcance de cada pessoa disposta a contribuir para uma cultura que rejeite o belicismo e priorize a solidariedade.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
