A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) inicia nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, o ano letivo de 2026 com foco na permanência dos estudantes e na redução da evasão escolar. A pasta reforça a Política Pública de Acesso e Permanência, baseada nos princípios de equidade, inclusão e direito à educação de qualidade, para assegurar que os alunos concluam a trajetória educacional.
Integração de ferramentas
Entre as principais estratégias estão a Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e a Busca Ativa Escolar. A Ficai formaliza a infrequência e aciona órgãos como Conselho Tutelar e Ministério Público. Já a Busca Ativa, realizada em parceria com o Unicef, vai ao encontro dos estudantes para identificar causas da evasão, como vulnerabilidade econômica ou necessidade de trabalho precoce.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a integração desses mecanismos é fundamental para que o estado mantenha a curva de melhoria no Ideb. “A ficha garante a vigilância do direito à educação, enquanto a busca ativa remove barreiras sociais, permitindo que os índices de permanência avancem para além dos relatórios estatísticos”, afirmou.
Participação dos grêmios
Outra ferramenta destacada pela Seduc é o fortalecimento dos grêmios estudantis. Segundo o secretário, essas entidades estimulam o sentimento de pertencimento, promovem escuta ativa e realizam projetos culturais, esportivos e acadêmicos que ajudam a identificar precocemente sinais de desmotivação, infrequência e risco de abandono.
Ambiente escolar e incentivos
A rede estadual aposta ainda em infraestrutura e programas de incentivo para manter os alunos nas salas de aula. As escolas contam com tecnologias como Chromebooks, smart TVs, ambientes climatizados e material pedagógico semelhante ao das instituições particulares. Além disso, há alimentação escolar de qualidade, programas de intercâmbio no exterior e iniciativas de reconhecimento, como o prêmio Redação Nota 1000.
Indicadores de abandono
Dados do Censo Escolar 2024, consolidados pelo Inep, mostram que Mato Grosso registra avanços, mas o abandono escolar permanece como desafio. No 9º ano do ensino fundamental, Cocalinho (797 km de Cuiabá) apresentou a menor taxa de evasão do estado, com 1,1%, enquanto Nova Brasilândia (215 km da capital) teve a maior, com 2,8%. No ensino médio, a taxa média de abandono em 2024 ficou em 2,5%.
Informações da PNAD 2024 indicam que, no Brasil, as principais causas de desistência escolar envolvem fatores sociais, econômicos, familiares e de saúde, entre eles problemas médicos que dificultam a frequência, viagens durante o período letivo sem comunicação à escola e ingresso precoce no mercado de trabalho.
Avanço no Ideb
Segundo Alan Porto, o conjunto de ações preventivas já reflete em resultados. Entre 2019 e 2024, Mato Grosso subiu da 22ª para a 8ª posição nacional no ensino médio e registrou nota 4,4 na taxa de rendimento do Ideb 2023, a segunda maior evolução do país na etapa.
Matrículas em 2026
Para o ano letivo que começa, a rede estadual conta com 311.762 matrículas ativas, número que deve chegar a 317 mil até março, conforme estimativa da Seduc.
Com a combinação de monitoramento rigoroso, busca ativa e fortalecimento do ambiente escolar, a secretaria busca garantir que mais estudantes concluam seus estudos em 2026.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
