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Engenheiro do Crea-mt alerta: CO2 em carros fechados provoca sono e aumenta risco de acidentes

Engenheiro do Crea-mt alerta: CO2 em carros fechados provoca sono e aumenta risco de acidentes

Manter os vidros do carro completamente fechados e depender exclusivamente do ar-condicionado, sem permitir a renovação do ar externo, pode ser uma prática perigosa que eleva o risco de acidentes de trânsito. O alerta vem do engenheiro mecânico Tarcísio Almeida, que também atua como conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT). Segundo o especialista, essa condição favorece o acúmulo de dióxido de carbono (CO2) e a redução da concentração de oxigênio dentro da cabine, resultando em sonolência e diminuição da atenção ao volante.

Acúmulo de CO2 e seus efeitos na condução

Em uma entrevista, Tarcísio Almeida detalhou que a sensação de cansaço frequentemente sentida em viagens mais longas, após cerca de uma ou duas horas dirigindo com os vidros fechados, está diretamente ligada ao ambiente abafado do veículo. Ele explica que, sem a entrada de ar fresco, o oxigênio disponível é gradualmente consumido pelos ocupantes, enquanto o CO2, exalado pela respiração, se acumula. Esse desequilíbrio gasoso no interior do carro é o principal responsável por induzir a sonolência e comprometer a capacidade de concentração do motorista, aumentando significativamente as chances de um incidente.

O engenheiro ressalta que a sonolência ao dirigir é um fator de risco tão grave quanto a embriaguez, pois ambos comprometem severamente os reflexos e a tomada de decisões rápidas, essenciais para uma condução segura. A falta de renovação do ar, portanto, não é apenas uma questão de conforto, mas de segurança vital para todos os ocupantes do veículo e para os demais usuários da via. Para evitar esses riscos e garantir uma viagem mais segura, é crucial estar atento às recomendações de segurança no trânsito.

Riscos à saúde e manutenção do sistema

Além dos perigos iminentes no trânsito, Tarcísio Almeida também enfatiza os riscos à saúde associados à negligência na manutenção do sistema de ar-condicionado. Filtros sujos e a ausência de higienização regular do sistema criam um ambiente propício para a proliferação de vírus, bactérias e outros microrganismos. A inalação contínua desses agentes pode desencadear problemas respiratórios e outras doenças, especialmente em viagens prolongadas.

O conselheiro do CREA-MT reforça a importância de realizar a manutenção preventiva do ar-condicionado, incluindo a troca periódica dos filtros e a limpeza dos dutos, para garantir não apenas a qualidade do ar, mas também a eficiência do sistema. Ele aponta que já existem estudos que estabelecem uma relação direta entre acidentes de trânsito e a sonolência induzida pela má qualidade do ar e pela ausência de renovação no interior dos automóveis, sublinhando a seriedade do problema.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT

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