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OEA confirma fraude e não reconhece resultado das eleições na Venezuela

Segundo o relatório da OEA, há indícios claros de distorção dos resultados das eleições.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um relatório na manhã desta Terça-feira (30/7), afirmando que as eleições na Venezuela foram marcadas por “irregularidades, vícios e más práticas” eleitorais, o que constitui fraude eleitoral, não reconhecendo o resultado divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Em relatório feito por observadores que acompanharam a eleição na Venezuela, a OEA diz que o regime de Nicolás Maduro distorceu o resultado em uma das maiores “aberrações” eleitorais já vista.

Segundo o relatório, o CNE, que é dominado por membros do regime, proclamou Maduro vencedor às pressas e sem apresentar os dados para comprovar tal resultado, afirmando que os únicos números divulgados revelaram “erros aritméticos” graves.

“Mais de seis horas após o encerramento da votação, o CNE fez um anúncio (…) declarando vencedor o candidato oficial, sem fornecer detalhes das tabelas processadas, sem publicar a ata e fornecendo apenas as porcentagens agregadas de votos que as principais forças políticas teriam recebido”, diz o texto.

O relatório da OEA também afirmou que o regime venezuelano aplicou “seu esquema repressivo” para “distorcer completamente o resultado eleitoral”.

“Ao longo de todo este processo eleitoral assistimos à aplicação por parte do regime venezuelano do seu esquema repressivo complementado por ações destinadas a distorcer completamente o resultado eleitoral, colocando esse resultado à disposição das mais aberrantes manipulações”.

A OEA convocou uma reunião de emergência, que deve ocorrer nesta quarta-feira, para discutir um projeto de resolução apoiado pelos Estados Unidos, Argentina, Canadá e Chile, que exigirá que González Urrutia seja autorizado a contar oficialmente os votos obtidos nas eleições.

VEJA ÍNTEGRA DO RELATÓRIO DA OEA:

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