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Investimento de R$ 20 milhões triplica produção de fosfato natural em Minas Gerais

Investimento de R$ 20 milhões triplica produção de fosfato natural em Minas Gerais

A indústria brasileira de fertilizantes ganha um reforço significativo com a conclusão de um investimento de R$ 20 milhões na unidade de Pratápolis, Minas Gerais. As empresas Massari Fértil e Morro Verde, que se fundiram em janeiro de 2026, anunciaram a triplicação da capacidade produtiva de Fosfato Natural Reativo (FNR) no local. Este aporte estratégico eleva a capacidade da planta de aproximadamente 400 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas anuais, consolidando o grupo como um dos principais fornecedores nacionais de fosfatos.

A fusão entre Massari Fértil e Morro Verde resultou na formação de um grupo com faturamento estimado em R$ 500 milhões e uma capacidade produtiva total superior a 3 milhões de toneladas por ano. A expansão em Pratápolis faz parte de um plano maior, iniciado em 2025, que visa fortalecer a competitividade da indústria nacional de fertilizantes e diminuir a dependência do Brasil por insumos importados, um fator crucial para a segurança alimentar e econômica do país.

Investimento impulsiona produção de fosfato natural

O projeto de modernização e ampliação na unidade de Pratápolis representa um salto qualitativo e quantitativo para a produção de Fosfato Natural Reativo. Com a nova capacidade, a Massari Fértil e Morro Verde se posicionam de forma ainda mais robusta no mercado, atendendo à crescente demanda do agronegócio brasileiro por fertilizantes essenciais. O FNR é um insumo vital para a correção e nutrição do solo, impactando diretamente a produtividade das lavouras.

A iniciativa reflete uma estratégia clara de crescimento e autossuficiência. Ao triplicar a produção de um componente tão fundamental, a empresa contribui para a estabilidade do fornecimento interno, protegendo os produtores rurais das flutuações do mercado internacional e das complexidades logísticas das importações. A modernização da planta não apenas aumenta o volume, mas também a eficiência das operações.

Impacto econômico e estratégico para a região

Além dos benefícios diretos para a indústria de fertilizantes, o investimento de R$ 20 milhões em Pratápolis projeta um impacto econômico significativo na região. A expectativa é a geração de novos empregos, tanto diretos quanto indiretos, impulsionando a economia local e dos municípios vizinhos. O fortalecimento da cadeia de fornecedores e o aumento da movimentação econômica são desdobramentos naturais de uma operação industrial de maior porte.

Este movimento também sublinha a importância estratégica do setor mineral e industrial de fertilizantes para Minas Gerais e para o Brasil. A produção de fosfato natural é um pilar fundamental para o agronegócio, que representa uma parcela considerável do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Investimentos como este reforçam a infraestrutura produtiva do estado e sua contribuição para a economia nacional.

Busca por autonomia no agronegócio nacional

Sérgio Ailton Saurin, CEO da Massari Fértil e Morro Verde, enfatizou que o investimento prepara a companhia para um novo ciclo de crescimento. “Estruturamos uma operação mais robusta e eficiente, preparada para sustentar nosso crescimento nos próximos anos e atender às necessidades do mercado interno com mais competitividade”, declarou o executivo, ressaltando o compromisso com o mercado brasileiro.

Saurin também destacou a relevância do setor de fertilizantes para a autonomia do país. “O Brasil ocupa uma posição estratégica no agronegócio global e precisa avançar continuamente em autonomia e eficiência no fornecimento de insumos. Investimentos como este fortalecem a indústria nacional, geram valor para o produtor rural e impulsionam o desenvolvimento econômico das regiões onde atuamos”, completou. A ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo é um passo concreto para reduzir gargalos de oferta e garantir a segurança no abastecimento de insumos essenciais para a produção agrícola brasileira, reforçando a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT

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