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Comissão da Câmara flexibiliza venda de alimentos artesanais

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou substitutivo que estabelece tratamento diferenciado para artesãos em situação de vulnerabilidade econômica que produzam alimentos artesanais, tanto de origem animal quanto vegetal.

O texto é um substitutivo do relator, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), ao Projeto de Lei 1.280/2025, apresentado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE). A versão aprovada admite a venda direta ao consumidor, desde que o produtor cumpra todas as normas sanitárias vigentes e mantenha a documentação exigida disponível durante a comercialização. O artesão continua responsável legal pela qualidade e inocuidade dos alimentos ofertados.

Selos específicos

A proposta autoriza o governo federal a criar selos ou categorias de identificação dirigidos a alimentos artesanais elaborados por produtores em vulnerabilidade econômica. Entre essas iniciativas está a possibilidade de instituir categorias próprias dentro do selo ARTE, dado atualmente a produtos de origem animal que atendem a requisitos artesanais. A concessão de qualquer selo, contudo, permanece condicionada ao acompanhamento sanitário integral.

Critérios de vulnerabilidade

Para efeitos legais, será considerado artesão em vulnerabilidade quem:

O texto aprovado revogou trecho do projeto original que dispensava esses produtores do registro de estabelecimento e do registro de produto. Para o relator, a dispensa criaria um “regime paralelo” que poderia comprometer a fiscalização e fragilizar o controle sanitário, sobretudo em produtos perecíveis ou de maior risco à saúde pública.

Alterações legislativas

Se sancionado, o substitutivo modificará dois dispositivos legais já existentes:

Essas alterações têm o objetivo de inserir no ordenamento jurídico brasileiro a possibilidade de tratamento específico para pequenos artesãos sem modificar os padrões sanitários estabelecidos.

Próximos passos

O projeto seguirá para análise conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso seja aprovado sem recurso ao plenário, poderá avançar diretamente ao Senado. Para se transformar em lei, o texto ainda precisa passar pelas duas Casas do Congresso Nacional.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Câmara dos Deputados

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