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Ministério da Pesca rejeita projeto “Transporte Zero” em MT do Governo do Estado, protestos continuam

O prazo do recadastramento se encerra no final de Junho.

O Ministério da Pesca e Aquicultura manifestou sua oposição à proibição da pesca no estado do Mato Grosso, conforme proposto em um projeto de lei estadual com votação agendada para o próximo dia 28/6.

Essa posição foi comunicada em uma audiência realizada na tarde de quinta-feira (15), a pedido do deputado estadual Wilson Santos (PSD-MT), juntamente com os presidentes da Confederação Nacional da Pesca e Aquicultura (CNPA), Edivando Soares de Araújo, e da Associação Segmentos da Pesca, Nilma Silva.

De acordo com eles, há muita preocupação entre os pescadores artesanais de Mato Grosso em relação ao projeto proposto pelo Governo do Estado.

Conforme o texto, a pesca seria permitida apenas para fins recreativos e esportivos, em que os peixes são capturados e devolvidos ao rio. Além disso, somente a pesca de subsistência, em que o pescador pode retirar peixes da água apenas para consumo próprio em pequena quantidade, seria permitida.

Fora dessas condições, o transporte, armazenamento e venda de pescado seriam proibidos no estado por um período de cinco anos. Durante esse período, o governo estadual propõe fornecer assistência financeira aos pescadores artesanais e oferecer cursos de capacitação.

Como o Ministro André de Paula estava em reunião no Palácio do Planalto, o secretário-executivo da pasta, Carlos Mello, presidiu a reunião.

A comitiva de Mato Grosso informou que enviará um pedido formal para que o Ministério da Pesca e Aquicultura emita um parecer técnico sobre o assunto.

“Nossa posição em relação à regulação pesqueira é pública. Nosso ministro abordou esse assunto em uma audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados ontem, e quando recebermos o pedido, confirmaremos nossa posição por escrito, com base em argumentos técnicos”, disse Carlos Mello.

O Secretário Nacional de Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, ao ler as informações sobre a proposta, inicialmente achou que fossem notícias falsas. “Imagine se você dissesse aos advogados que estão proibidos de exercer a advocacia nos próximos cinco anos e que, durante esse período, receberão assistência financeira e cursos para mudarem de profissão. Seria um absurdo completo. Da mesma forma, é absurdo fazer isso com os pescadores”, ressaltou.

O diretor do Departamento de Pesca Industrial, Armadora e Esportiva, Édipo Cruz, informou que o cerne do projeto de lei estadual viola a Lei da Pesca, Lei nº 11.959/2009.

De acordo com o artigo 3º dessa lei:

“Compete ao poder público a regulamentação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Atividade Pesqueira, conciliando o equilíbrio entre o princípio da sustentabilidade dos recursos pesqueiros e a obtenção de melhores resultados econômicos e sociais, calculando, autorizando ou estabelecendo, em cada caso”.

O parágrafo primeiro do mesmo artigo, por seu lado, é explícito:

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