Prisão em unidade hospitalar
Uma mulher, que anteriormente havia denunciado um caso de abuso sexual ocorrido dentro da Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, foi detida nesta terça-feira (22). A prisão ocorreu enquanto a suspeita aguardava atendimento médico no Hospital Regional do município, onde realizava acompanhamento de uma gestação de alto risco.
A ação foi executada por policiais militares que realizavam diligências de rotina na unidade de saúde. Ao verificarem os dados da paciente nos sistemas integrados de segurança, os agentes confirmaram a existência de um mandado de prisão preventiva em aberto contra ela, expedido pelo Poder Judiciário.
Investigações paralelas
A ordem judicial que resultou na captura da mulher está fundamentada em investigações que apontam o envolvimento dela em crimes de tortura, sequestro e cárcere privado. Após a confirmação da identidade e dos trâmites legais no hospital, ela foi conduzida à delegacia local, acompanhada por sua mãe, para a formalização da prisão.
Este processo corre de forma independente ao inquérito que apura o suposto estupro sofrido pela detenta. A denúncia de abuso sexual foi formalizada pela própria mulher em dezembro do ano passado, período em que ela esteve detida temporariamente sob suspeita de participação em um homicídio, sendo liberada dois dias depois por falta de provas.
O caso do investigador
No relato feito em dezembro, a vítima afirmou ter sido violentada quatro vezes entre a noite do dia 9 e a manhã do dia 10 de dezembro pelo investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos. Segundo a denúncia, o servidor utilizava ameaças contra a filha menor de idade da mulher para garantir o silêncio dela durante os abusos.
O caso ganhou repercussão institucional em fevereiro de 2026, após exames da Politec confirmarem a presença do material genético do investigador em testes de conjunção carnal. Com o laudo pericial e a conclusão das investigações da Corregedoria, o policial foi indiciado por estupro e permanece detido no sistema prisional.
Desdobramentos administrativos
O escândalo gerou mudanças profundas na estrutura da Polícia Civil na região. O delegado chefe Bruno França foi destituído do cargo de comando em decorrência dos fatos. A chefia da unidade passou a ser exercida pela delegada Layssa Crisóstomo, visando a reestruturação dos procedimentos internos da delegacia.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
