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Búfalo valoriza no Rio Grande do Sul e preço do quilo vivo ultrapassa a marca de R$ 10

Búfalo valoriza no Rio Grande do Sul e preço do quilo vivo ultrapassa a marca de R$ 10

O mercado da pecuária bubalina no Rio Grande do Sul vive um momento de otimismo com a recente valorização dos preços. Dados monitorados pela Emater/RS-Ascar indicam que o valor do quilo vivo do animal superou a barreira dos R$ 10, atingindo o patamar mais elevado das últimas semanas. O indicador saltou de R$ 9,57, registrado entre os dias 11 e 15 de maio, para R$ 10,07 no período de 8 a 12 de junho.

Trajetória de alta nas cotações estaduais

A curva de preços demonstra uma ascensão constante ao longo do último mês. Após iniciar o período de monitoramento em R$ 9,57, a cotação seguiu em trajetória positiva para R$ 9,61 na semana de 18 a 22 de maio, alcançando R$ 9,73 entre 25 e 29 de maio, até consolidar o patamar atual de R$ 10,07. Enquanto o valor mínimo de negociação se manteve estável em R$ 8,00, o preço máximo pago aos produtores apresentou um salto expressivo, subindo de R$ 11,10 para R$ 12,50.

Demanda aquecida e competitividade

A Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) atribui esse cenário ao aumento da procura pela espécie em leilões realizados em todo o estado. Segundo a entidade, os valores praticados na comercialização de búfalos estão cada vez mais próximos aos da bovinocultura tradicional, o que demonstra um fortalecimento da cadeia produtiva e maior competitividade do setor no mercado de proteína animal.

Eficiência produtiva atrai novos criadores

O vice-presidente da Ascribu, Raphael Gonçalves, aponta que o interesse crescente pela bubalinocultura está diretamente ligado à busca por sistemas de produção mais eficientes. O búfalo tem se destacado pela excelente conversão alimentar e pela capacidade de manter um bom desempenho mesmo em pastagens de qualidade inferior, tornando-se uma alternativa estratégica para produtores que desejam diversificar suas atividades pecuárias.

Rusticidade como diferencial de mercado

Além da eficiência, a rusticidade dos animais é um fator determinante para a expansão da base de criadores no Rio Grande do Sul. A espécie apresenta alta resistência a ectoparasitas e facilidade de adaptação a diferentes escalas de propriedade. Essas características têm atraído produtores que anteriormente trabalhavam apenas com bovinos, consolidando o búfalo como uma opção viável e rentável para o agronegócio gaúcho, que agora observa com atenção o comportamento da demanda para os próximos meses.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Portal do Agronegócio

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