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Ministro Luiz Fux nega ativismo judicial no STF, mas reconhece decisões “invasivas”

Ministro Luiz Fux nega ativismo judicial no STF, mas reconhece decisões "invasivas"

Brasília (DF), 11/09/2025 - O ministro Luiz Fux durante sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que realiza o quinto dia de julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, negou veementemente a existência de ativismo judicial na Corte. Contudo, em uma declaração que gerou repercussão, ele admitiu que o Tribunal pode, por vezes, ser “invasivo” em seu ímpeto de deliberar sobre determinados assuntos. A fala ocorreu na última quinta-feira, 4 de abril, durante a abertura do 16º Simpósio de Direito Constitucional, realizado no Teatro Guaíra, em Curitiba. Na mesma ocasião, Fux foi empossado em uma cadeira da Academia Brasileira de Direito Constitucional, conforme noticiado pelo portal Conexão Política.

Análise de Fux sobre o papel do Judiciário

Em sua explanação, o ministro Luiz Fux argumentou que a crítica de ativismo judicial não se sustenta, uma vez que o Poder Judiciário, por sua própria natureza, é um órgão que age mediante provocação, e não de ofício. Apesar disso, ele reconheceu que, em certas circunstâncias, o STF pode ir além do necessário em suas deliberações. “O Supremo Tribunal Federal deveria efetivamente devolver para o Congresso aquilo que cabe ao Congresso decidir”, pontuou o ministro, reforçando a importância da separação de poderes e a necessidade de o Legislativo exercer suas prerrogativas.

Cenário de tensão entre Poderes

A manifestação de Fux surge em um período de notável tensão entre o STF e o Poder Legislativo. Atualmente, o Congresso Nacional discute e tramita uma série de projetos de lei que visam redefinir e, em alguns casos, limitar a atuação da Suprema Corte. Entre as propostas em pauta, destacam-se a redução das decisões monocráticas dos ministros, a instituição de mandatos fixos com duração predefinida para os membros da Corte, a possibilidade de o Legislativo suspender decisões do Supremo e a alteração das competências do Tribunal.

O ambiente de atrito tem se intensificado nos últimos anos, impulsionado por uma sucessão de decisões controversas do STF. Essas deliberações abrangeram temas sensíveis como a regulamentação de redes sociais, a condução de inquéritos de grande repercussão e a complexa dinâmica entre o Supremo e o sistema político brasileiro. A fala do ministro, portanto, ecoa em um contexto de debate acalorado sobre os limites e as atribuições de cada Poder, buscando um equilíbrio entre as esferas de atuação.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política

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