Medidas emergenciais após destruição de almoxarifado
A Prefeitura de Várzea Grande estabeleceu um prazo rigoroso de 30 dias para que a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) apresente um diagnóstico detalhado sobre os prejuízos causados pelo incêndio que consumiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar e o Almoxarifado Central. A determinação consta no Decreto Municipal nº 49/2026, assinado pela prefeita Flávia Moretti, que também oficializou o estado de calamidade administrativa na pasta pelo período de 180 dias.
O relatório exigido pelo gabinete da prefeita deverá conter um inventário minucioso dos danos materiais, a estimativa do impacto financeiro, as ações de emergência já executadas e o planejamento estratégico para a reconstrução da logística de distribuição de insumos para a rede municipal de ensino. O local atingido, que abrigava livros, alimentos e equipamentos escolares, foi destruído na noite da última quarta-feira (17), por volta das 20h12, no bairro Marajoara.
Calamidade administrativa e agilidade na resposta
O decreto de calamidade confere à Secretaria de Educação prerrogativas excepcionais para contornar a crise. Entre as medidas autorizadas estão a realização de compras emergenciais de bens e insumos sem a necessidade de licitação, o remanejamento de servidores e a requisição de imóveis, sejam públicos ou privados, para garantir a continuidade das operações logísticas da rede de ensino.
O combate às chamas no depósito de 12 mil metros quadrados exigiu uma operação complexa do Corpo de Bombeiros, que utilizou mais de 70 mil litros de água. A ação foi fundamental para impedir que o fogo se alastrasse para residências vizinhas e para um posto de combustíveis localizado nas proximidades. Embora a estrutura do prédio tenha sido severamente comprometida, com risco iminente de desabamento, as equipes conseguiram resgatar parte do estoque de alimentos não perecíveis de duas salas preservadas, retirando dois caminhões carregados de mantimentos.
Investigação e perícia técnica
A causa do sinistro permanece sob investigação da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O incidente teve início após um forte estrondo, conforme relatado por um vigilante que estava no local. Durante a quinta-feira (18), militares do Corpo de Bombeiros realizaram trabalhos de rescaldo devido ao calor extremo e a focos remanescentes, mantendo a área isolada por questões de segurança.
Atualmente, o prédio segue interditado enquanto a Defesa Civil avalia a estabilidade da construção. Não houve registro de feridos durante o evento, mas a perda material é considerada significativa para a administração municipal, que agora trabalha para evitar o desabastecimento das unidades escolares da cidade.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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