O estado de São Paulo registrou um progresso notável na cobertura vacinal contra o Papilomavírus Humano (HPV) entre meninos e meninas na faixa etária de 9 a 14 anos. Em 2025, a imunização para meninos atingiu 74,78%, representando um salto considerável em relação aos 47,35% apurados em 2022. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde.
Para as meninas do mesmo grupo etário, a cobertura vacinal também apresentou crescimento, passando de 81,85% em 2022 para 86,76% no ano de 2025. Contudo, apesar desses avanços, os índices para ambos os sexos permanecem abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Estratégias de Ampliação e Atribuição
A ampliação da cobertura vacinal é atribuída pelo Governo de São Paulo às estratégias adotadas pela Secretaria da Saúde. Entre as iniciativas, destacam-se a busca ativa de jovens, a mobilização das unidades básicas de saúde, a formação de parcerias com municípios e a realização de campanhas de orientação focadas na relevância da imunização para essa faixa etária.
Importância da Vacina e Transmissão do Vírus
O vírus HPV é responsável por desencadear diversos tipos de câncer, incluindo os de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe. A transmissão do vírus ocorre através do contato direto com regiões da pele e mucosas infectadas, bem como por meio da atividade sexual.
A vacinação contra o HPV é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) localizadas no estado. A aplicação da vacina é feita em dose única para crianças e adolescentes.
Maria Lígia Nerger, diretora da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), faz um alerta a pais e responsáveis para que estejam atentos ao calendário vacinal de suas crianças. Ela enfatiza que,
“O público-alvo da vacinação são meninas e meninos de 9 a 14 anos, e a aplicação deve ocorrer o mais cedo possível, preferencialmente aos 9 anos, antes da exposição ao vírus. Nessa faixa etária, o sistema imunológico apresenta melhor resposta à vacina, garantindo maior proteção,” afirmou a diretora.
Além do grupo etário principal, a vacinação é recomendada para pessoas de 9 a 45 anos que apresentem condições clínicas especiais, como indivíduos vivendo com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, pacientes oncológicos (considerados imunossuprimidos), vítimas de abuso sexual e portadores de papilomatose respiratória recorrente (PRR).
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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