Informações sigilosas de um encontro secreto do Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do “Caso Master”, foram divulgadas na imprensa. O portal Poder 360 reproduziu declarações atribuídas a magistrados durante essa reunião. Conforme noticiado pela Folha de S.Paulo, a precisão das falas citadas levou os ministros a suspeitarem que Toffoli pudesse ter gravado o encontro.
Segundo o Poder 360, a reunião foi caracterizada como “política” e teve como objetivo a “autopreservação” dos ministros. Embora uma votação interna inicial tenha indicado 8 votos a 2 pela manutenção de Toffoli na relatoria, ele optou por se retirar do cargo em troca do apoio unânime dos colegas. Este arranjo teria sido sugerido pelo ministro Flavio Dino.
Após o encontro, Toffoli declarou que a decisão foi tomada de forma “unânime” e que o ambiente foi “excelente”. No entanto, as discussões internas também teriam levantado diversas críticas relacionadas à atuação da Polícia Federal.
Impasse e Acordo para a Relatoria
O Poder 360 reportou que, em uma reunião preliminar com poucos ministros, realizada na tarde de quinta-feira, dia 12, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes manifestaram a intenção de votar a favor da permanência de Toffoli. Em contrapartida, Cármen Lúcia e Edson Fachin se posicionaram de forma contrária. Diante do impasse, a resolução do assunto estava prevista para uma votação em plenário na sexta-feira.
As declarações que geraram desconfiança sobre a possibilidade de gravações incluíram a fala de Gilmar Mendes, que teria afirmado: “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”.
A ministra Cármen Lúcia, por sua vez, comentou que todos os taxistas com quem dialogava “falam mal do Supremo” e que a população parecia manifestar oposição à instituição. Apesar de expressar confiança em Toffoli, a ministra salientou a necessidade de considerar a “institucionalidade” do tribunal.
O portal Poder 360 também noticiou que Luiz Fux teria dito: “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo”. Flavio Dino, em outro momento, teria classificado as 200 páginas de provas apresentadas pela Polícia Federal como “lixo jurídico”.
Apesar do apoio que vários ministros manifestaram a Toffoli, o tom predominante na reunião, a hipótese de gravação gerou um sentimento de “quebra de confiança” entre os colegas. Toffoli, no entanto, negou ter gravado o encontro, descrevendo-se como uma pessoa “discreta”.
Finalmente, os ministros deliberaram que, para assegurar a “institucionalidade” da Corte, a retirada de Toffoli da relatoria do “Caso Master” e a subsequente redistribuição por sorteio seria a solução mais adequada, resultando na designação de André Mendonça como o novo relator.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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