O ex-general venezuelano Hugo Armando Carvajal Barrios, conhecido como “El Pollo”, aceitou colaborar com as investigações conduzidas por autoridades dos Estados Unidos. Acusado de liderar o Cartel de los Soles — organização criminosa composta por militares de alto escalão da Venezuela —, Carvajal é apontado como uma das figuras centrais na ligação entre o regime chavista, o narcotráfico e o financiamento de movimentos políticos internacionais.
De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (17) pelo site espanhol The Objective, o ex-militar admitiu ter integrado o cartel e colaborado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no envio de grandes quantidades de cocaína para a América do Norte. Em junho deste ano, ele se declarou culpado de quatro crimes — narcotráfico, narcoterrorismo, posse e conspiração para o uso de armas de fogo — perante a Corte do Distrito Sul de Nova York.
O Ministério Público norte-americano afirmou que Carvajal, ex-chefe de inteligência do governo Hugo Chávez, “usou a cocaína como arma, inundando Nova York e outras cidades dos Estados Unidos com veneno”. Segundo as acusações, o Cartel de los Soles operava dentro das Forças Armadas venezuelanas e utilizava estruturas estatais para transportar e proteger toneladas de drogas com destino aos EUA.
A confissão abre caminho para uma possível redução significativa da pena, que pode variar entre prisão perpétua e cerca de vinte anos de detenção. O tribunal norte-americano marcou uma audiência final para avaliar as informações que o ex-general pretende fornecer em troca de benefícios judiciais.
Carvajal promete revelar rede internacional de financiamento político
Fontes citadas pelo The Objective afirmam que Carvajal “está disposto a contar tudo”, incluindo detalhes sobre acordos entre o chavismo e as Farc, além do repasse de recursos a partidos e líderes de esquerda em diferentes países. Ele teria entregue documentos inéditos que detalham a rede de financiamento político ligada ao governo venezuelano.
Extraditado da Espanha para os Estados Unidos em 2023, após dois anos foragido, Carvajal apresentou à Justiça um documento de sete páginas no qual afirma que “o governo venezuelano financiou ilegalmente movimentos políticos de esquerda ao redor do mundo por pelo menos 15 anos”.
No mesmo texto, o ex-diretor de Inteligência e Contrainteligência Militar afirmou ter recebido “uma grande quantidade de relatórios indicando que esse financiamento internacional estava em andamento”. O documento também menciona supostos beneficiários dos recursos enviados de Caracas, entre eles:
- Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil);
- Néstor Kirchner (Argentina);
- Evo Morales (Bolívia);
- Fernando Lugo (Paraguai);
- Ollanta Humala (Peru);
- Mel Zelaya (Honduras);
- Gustavo Petro (Colômbia);
- Movimento Cinco Estrelas (Itália); e
- Partido Podemos (Espanha).
Segundo Carvajal, “todos foram mencionados como recebedores de dinheiro enviado pelo governo venezuelano”. Ele acrescentou que o esquema teria continuado durante o governo de Nicolás Maduro, utilizando a estatal petrolífera PDVSA como principal fonte de recursos.
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