O cachorro Ted, que sofreu queimaduras graves durante um atendimento em um pet shop na capital mato-grossense, Cuiabá, apresenta uma evolução notável em seu quadro clínico. O animal, que chegou a ter 50% dos rins comprometidos e risco de morte, segue em recuperação sob cuidados intensivos, demonstrando uma melhora que a ONG responsável por seu apoio descreve como “um verdadeiro milagre”.
ted: cenário e impactos
A ONG Aliança Com as 4 Patas, que tem acompanhado de perto o tratamento de Ted, informou nos últimos dias que o cão vem demonstrando progressos significativos. Ele já consegue se alimentar de ração seca, um marco importante em sua jornada de recuperação. Em uma publicação nas redes sociais, a entidade expressou sua surpresa e gratidão, afirmando que Ted “tem apresentado melhoras absurdas e significativas” e elogiou o empenho da equipe veterinária.
“Embora ele ainda precise continuar internado, é visível a sua recuperação — um verdadeiro milagre para um animal que, pouco tempo atrás, parecia não ter esperanças. Nossa gratidão eterna a toda a equipe por não desistirem do Ted!”, destacou a ONG em sua postagem, reforçando o agradecimento aos profissionais envolvidos.
A tutora de Ted, Maria Lucilene Silva Barros, conversou com a reportagem do RepórterMT e confirmou a melhora do animal. Segundo ela, Ted está ativo e se alimentando normalmente, embora ainda passe por exames de monitoramento. O principal desafio no momento, explicou Maria Lucilene, é o tratamento das áreas de necrose, que requerem atenção constante para prevenir infecções.
“Ele está bem, graças a Deus! Está bem ativo, se alimentando. Agora pela manhã colheu sangue para fazer uns exames para ver como que está. E a parte mais delicada agora é essa parte que está caindo a pele necrosada, porque fica exposto ali, então tem que ir tratando ali para não correr risco de infecções e de bactérias”, detalhou a tutora, ressaltando a importância dos cuidados contínuos. Apesar da gravidade inicial, Ted permanece internado com um quadro estável e em recuperação gradual, sob acompanhamento veterinário constante.
Para aqueles que desejam auxiliar a família nos custos do tratamento, a chave Pix disponibilizada é 65999046420, em nome de Maria Lucilene Silva Barros.
Investigações revelam pet shop clandestino
O caso de Ted ganhou grande repercussão após a denúncia de negligência feita por sua tutora. O incidente ocorreu em 13 de maio, quando a responsável pelo pet shop buscou o cachorro na casa da família por volta das 8h30. Contudo, somente às 17h do mesmo dia, Maria Lucilene foi informada de um “problema” e que o animal teria “se queimado na máquina de secar”.
A proprietária do estabelecimento alegou que o equipamento havia apresentado defeito e que estava medicando o cão por conta própria. Ted foi devolvido à família enrolado em uma manta e com pomada para assadura, em estado grave. Devido à densidade de seus pelos, a extensão total das queimaduras não foi imediatamente visível.
Imediatamente após receber o animal, a família o levou para atendimento veterinário. Os exames e laudos subsequentes revelaram queimaduras de segundo grau, comprometimento de aproximadamente 50% dos rins, risco iminente de morte e a necessidade urgente de internação e tratamento intensivo.
A proprietária do pet shop, Graciely Lara da Costa, de 45 anos, chegou a ser presa em 20 de maio, mas foi liberada no mesmo dia após pagar fiança de R$ 4,8 mil. As investigações sobre o estabelecimento foram intensificadas pelo Procon Municipal e outros órgãos da Prefeitura de Cuiabá, após denúncias de irregularidades.
As autoridades constataram que o pet shop operava de forma clandestina, sem alvará de funcionamento e sem a presença de um responsável técnico veterinário, requisitos obrigatórios para esse tipo de atividade. O local deveria ser notificado oficialmente em 21 de maio.
O delegado Guilherme Pompeo, titular da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), informou que Graciely e seu marido removeram os equipamentos utilizados no atendimento de Ted antes da realização da perícia técnica. Por essa razão, o casal também será responsabilizado por fraude processual. Segundo Pompeo, a proprietária respondeu a algumas mensagens da equipe policial, mas não compareceu à delegacia nas datas agendadas, período em que, conforme a investigação, as máquinas foram retiradas da residência onde o pet shop funcionava.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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