O governo federal está avaliando uma nova proposta para elevar a participação do etanol anidro na gasolina comercializada no Brasil. A iniciativa, que busca aumentar a mistura obrigatória de 30% para 32%, visa fortalecer a segurança no abastecimento nacional e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o plano será encaminhado ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas.
Contexto da Proposta e Orientação Presidencial
A proposta do ministro Alexandre Silveira atende a uma orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela surge menos de um ano após a entrada em vigor da atual composição da gasolina. A mistura obrigatória de 30% de etanol anidro, conhecida como E30, que aumentou a presença do biocombustível, passou a valer em agosto de 2025, conforme aprovação do CNPE. A discussão sobre a elevação para 32% foi pauta de um encontro recente entre o ministro e representantes do setor energético, evidenciando a relevância estratégica da medida.
Justificativas e Ganhos para o Abastecimento Nacional
O governo fundamenta a proposta de aumento da mistura de etanol em diversos pilares estratégicos. Um dos principais objetivos é fortalecer a segurança no abastecimento nacional, diminuindo a vulnerabilidade do país a flutuações e conflitos no mercado internacional de petróleo. Segundo o ministro Silveira, a elevação para 32% pode resultar na economia de aproximadamente 450 milhões de litros de gasolina por ano, que deixariam de ser importados. Além dos ganhos em autonomia energética, a medida é apresentada como um passo importante para a redução das emissões de carbono, alinhando-se a compromissos ambientais e diminuindo a exposição do país a crises no mercado de petróleo.
Impacto Econômico do Etanol e Viabilidade Técnica
O setor sucroenergético, por meio de seu principal representante, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), manifestou apoio à iniciativa. Evandro Gussi, presidente da Unica, ressaltou que a maior utilização do etanol já demonstrou impactos econômicos positivos, tanto para os consumidores quanto para a balança comercial brasileira. Ele apontou que a diferença de preço entre os combustíveis tem gerado economia para os motoristas e reduzido os gastos do país com importações de gasolina. Gussi também sugeriu que um novo aumento na mistura pode contribuir para aliviar os custos finais para o consumidor. Adicionalmente, testes técnicos realizados durante a implementação do E30 indicaram a viabilidade de percentuais ainda mais elevados do biocombustível, reforçando a segurança da proposta.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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