O policial penal Emerson Jeremias de Matos, de 50 anos, foi colocado em liberdade na tarde desta quinta-feira (11), após passar por audiência de custódia. Ele havia sido preso em flagrante na quarta-feira (10), em Cuiabá, sob a acusação de ter assassinado seu enteado, Atlas Iury da Silva Santos, de 21 anos, com um disparo de arma de fogo no rosto.
Decisão judicial e medidas cautelares
A decisão pela soltura foi proferida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Embora a magistrada tenha homologado a prisão em flagrante, ela concedeu o alvará de soltura ao investigado, argumentando que existem elementos que indicam a possibilidade de legítima defesa, tese sustentada pelo policial em seu depoimento inicial.
Apesar de responder ao processo em liberdade, o policial penal deverá cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre as determinações, ele está obrigado a comparecer a todos os atos processuais, manter seu endereço atualizado junto aos órgãos competentes e teve o seu porte de arma suspenso enquanto as investigações estiverem em curso.
Contradições na cena do crime
Em seu relato à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Emerson Jeremias de Matos alegou que foi à residência buscar sua companheira para o trabalho quando se deparou com o enteado em estado de exaltação. Segundo o policial, após uma discussão, o jovem teria avançado contra ele portando uma faca. O suspeito afirmou ter disparado primeiro para advertir o rapaz e, posteriormente, entrado em luta corporal, momento em que o tiro fatal teria ocorrido.
A versão apresentada pelo agente, contudo, é confrontada por evidências colhidas pela Polícia Civil. O delegado Nilson Farias apontou que a cena do crime não apresentava sinais claros de luta corporal. Além disso, a faca que, conforme o depoimento do policial, estaria em posse da vítima, foi localizada a uma distância considerável do corpo de Atlas Iury da Silva Santos.
O caso segue sob investigação rigorosa da Polícia Civil. As autoridades aguardam a conclusão de laudos periciais e a oitiva de novas testemunhas para esclarecer a dinâmica real dos fatos e determinar as responsabilidades criminais.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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