Vítimas da empresária Taiza Tosatt Eleotério Ratola, conhecida como a “musa dos investimentos”, acionaram a Justiça de Mato Grosso após encontrarem a acusada em um evento público. O encontro ocorreu durante a Exponorte, realizada em Sinop, no último mês. A empresária é apontada pela Polícia Civil como a principal articuladora de um esquema de pirâmide financeira que teria gerado um prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões a diversos investidores.
Contexto jurídico e a revogação do monitoramento
Taiza foi detida inicialmente em outubro de 2024, durante a Operação Cleópatra, sendo encaminhada à Cadeia Pública Feminina de Colíder. Em fevereiro de 2025, o regime foi alterado para prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Contudo, em novembro do mesmo ano, a Justiça atendeu a um pedido da defesa e revogou o monitoramento eletrônico.
Na ocasião, os advogados argumentaram que a medida era necessária devido à gestação da acusada, alegando que o equipamento seria incompatível com os procedimentos hospitalares previstos para o parto. Agora, as vítimas argumentam que o período de puerpério já foi superado e que a investigada retomou sua rotina social, o que motivou o pedido de retorno da medida cautelar junto à 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Denúncia de descumprimento de medidas cautelares
Além da presença em festividades, a petição apresentada pelas vítimas aponta que Taiza estaria descumprindo a proibição judicial de utilizar plataformas digitais. Imagens da empresária na Exponorte teriam circulado amplamente nas redes sociais, o que, segundo os denunciantes, contradiz a determinação de restrição ao uso de ferramentas de comunicação pública.
“Se a acusada apresenta condições físicas para frequentar eventos de lazer de grande porte e interagir em ambientes de festividade noturna, não subsiste qualquer razão técnica ou humanitária para mantê-la isenta do dever de monitoramento”, destacam os autores da petição protocolada na última segunda-feira (8), que aguarda análise do Poder Judiciário.
Investigações sobre a DT Investimentos
As investigações conduzidas pela Polícia Civil revelam que Taiza utilizava sua imagem como jovem bem-sucedida e especialista em finanças para atrair clientes para a empresa DT Investimentos. O esquema prometia lucros diários que variavam entre 2% e 6%, exigindo aportes iniciais superiores a R$ 100 mil. Após um período de pagamentos regulares, a empresa interrompeu os repasses, configurando o golpe.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo em Sinop, as autoridades localizaram diversos bens, incluindo joias, veículos de luxo, uma motocicleta BMW e folhas de cheque que totalizavam R$ 419 mil. A acusada responde por uma série de crimes, incluindo estelionato, lavagem de dinheiro, associação criminosa e crimes contra a economia popular. O caso segue sob apuração das autoridades competentes, conforme noticiado pelo portal RepórterMT.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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