A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mato Grosso está à frente da investigação de um caso chocante que abala a capital mato-grossense. Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, foi encontrado sem vida na manhã do último domingo, 31 de março, dentro de uma clínica de recuperação em Cuiabá. O cenário inicial, que apontava para um possível suicídio, rapidamente se transformou em uma complexa apuração de homicídio doloso, após a perícia identificar inconsistências cruciais na cena.
assassinato: cenário e impactos
O corpo de Alessandro foi descoberto com uma corda enrolada no pescoço, o que, a princípio, poderia sugerir um ato de autoextermínio. Contudo, a análise minuciosa dos peritos criminais no local levantou sérias dúvidas sobre a versão apresentada pelos responsáveis pela instituição. As evidências colhidas indicam que a cena pode ter sido forjada para simular um suicídio, encobrindo, na verdade, um assassinato.
Descoberta do Corpo e Primeiras Suspeitas
A Polícia Civil foi acionada por volta das 8h daquele domingo para atender a ocorrência na clínica Pró-Vida Centro Terapêutico, situada no bairro Jardim Primavera. O local é especializado no tratamento de dependentes químicos e indivíduos com esquizofrenia, condição pela qual Alessandro recebia acompanhamento. Ao chegarem, os agentes foram informados de que o paciente havia sido encontrado sem vida em seu quarto.
Um dos responsáveis pela clínica, Odiley Rodrigues, foi detido pelas autoridades. A prisão ocorreu após a equipe de perícia, durante o atendimento da ocorrência, constatar uma série de divergências entre os vestígios encontrados no quarto e as declarações prestadas pelos funcionários da instituição. Essas inconsistências foram determinantes para a mudança na linha de investigação, que agora aponta para um crime de homicídio.
Histórico do Paciente e Detalhes da Investigação
De acordo com o boletim de ocorrência, Alessandro Sidinei Braga estava em tratamento para controle da esquizofrenia. No sábado, 30 de março, véspera de sua morte, o paciente teria apresentado um surto psicótico. Diante da situação, foi necessária a contenção física de Alessandro, além da administração de medicamentos para acalmá-lo. Testemunhas relataram à polícia que as mãos do paciente foram amarradas e só foram desamarradas quando ele demonstrou um comportamento mais colaborativo.
Ainda segundo as informações apuradas, Odiley Rodrigues e outro responsável pelo funcionamento da clínica teriam sido os primeiros a informar aos demais internos sobre a descoberta do corpo de Alessandro na manhã de domingo. A DHPP, que assumiu o caso, está tratando-o como homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar. Além da prisão de Odiley, outras três pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento na condição de testemunhas, buscando esclarecer os fatos que levaram à trágica morte de Alessandro Sidinei Braga.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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