Bruno Felipe / Com informações Assessoria SEDUC

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A professora de história Erliete Pissinini Porto precisa percorrer todos os dias um trajeto de 12 quilômetros, na garupa da motocicleta do seu marido, para chegar no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapro) de Alta Floresta. Ela reside em uma chácara sem acesso à internet e precisa ir até o Cefapro para dar aulas para os seus alunos da Escola Estadual de Campo Guimarães Rosa. De acordo com as informações divulgadas, a professora utiliza a plataforma Microsoft Teams, através desta ferramenta ela consegue chegar a um grande número de alunos que seguem acompanhando as aulas remotas. Quem não tem acesso à internet estuda com material impresso. O trajeto percorrido por Erliete chega a ser curto se comparado ao período das aulas presenciais, quando precisava percorrer 40 km até a Comunidade de Santa Lúcia, onde fica a escola Guimarães Rosa. “Tenho que acordar cedo, tiro meu marido da rotina para que eu esteja no horário de atendimento aos meus alunos. As aulas do período matutino começam às 07h e eu já estou com o computador ligado aguardando os alunos. Quando tenho aula à tarde, só saio às 17h”, ressaltou ela. Nesse período, a professora mostra sua competência ao elaborar uma apostila, de acordo com as habilidades orientadas pela Seduc. Erliete ressalta que é preciso conscientizar os alunos para acessar as aulas online, pois muitos resistem em usar a tecnologia para os estudos. Segundo ela, o ano letivo de 2020 teve muitos obstáculos a serem vencidos e muitas atividades foram suspensas neste ano. A olímpiada de história, por exemplo, a professora teve que excluir alguns alunos porque não possuem acesso à internet. No ano passado, essa questão não existia. “Doeu, doeu muito. A pandemia mudou tudo”, comenta. Erliete lembra que a maioria dos seus alunos têm acesso à internet, mas usam a tecnologia para as redes sociais e principalmente para jogos. Por isso, é preciso criar uma cultura de estudo à distância usando a internet. “Os meus alunos têm a cultura do uso da tecnologia sim, mas eles não estão acostumados com essa tecnologia para estudar, principalmente escola do campo, pois a escola normalmente oferece a base que eles precisam. Numa escola urbana, o pai baixa o arquivo digital da de uma apostila, passa numa papelaria e manda imprimir. Os nossos alunos não têm isso, pois dependem de ir na escola, buscar apostila, levar para casa. São mais dependentes de que as escolas urbanas. Daí a necessidade do uso da tecnologia para estudar”, salienta. Para Erliete, usar a internet do Cefapro tem os dois lados da moeda: ao mesmo tempo que tem uma conexão segura, por outro, tem horário limitado de atendimento aos seus alunos. As mensagens só são respondidas no momento em que a professora está online. “Temos um cronograma que a coordenadora fez, então nós temos os horários já montados até o ano que vem. E então toda a tarde eu tenho que estar disponível sempre para uma turma diferente. Nesse período a gente fica disponível para que os alunos peçam ajuda”, destaca. |
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