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Gordura no fígado: endocrinologista alerta para risco de câncer e transplante

Endocrinologista Claudia Santana alerta que a gordura no fígado, doença comum, pode evoluir para câncer e exigir transplante hepático.

A esteatose hepática metabólica, popularmente conhecida como gordura no fígado, é uma condição de saúde que, apesar de sua alta incidência em adultos e idosos, carrega riscos significativos e muitas vezes subestimados. Longe de ser um problema simples, essa doença já se posiciona como a segunda principal causa de cirrose e transplante hepático em escala global, ficando atrás apenas do alcoolismo, conforme alertado pela endocrinologista Claudia Santana.

A especialista destaca a urgência do diagnóstico e tratamento precoce, uma vez que a gordura no fígado não apenas compromete a saúde do órgão, mas também eleva consideravelmente o risco de desenvolvimento de problemas cardiovasculares. A progressão da doença pode ocorrer de forma silenciosa, culminando em quadros graves como inflamação, fibrose e, em seus estágios mais avançados, câncer hepático.

A gravidade da esteatose hepática metabólica

A esteatose hepática metabólica é uma condição em que há acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Embora seja comum, sua prevalência não diminui a seriedade de suas consequências. A Dra. Claudia Santana enfatiza que a doença é um fator de risco importante para complicações que podem ser fatais, como a cirrose, uma condição irreversível que danifica o fígado, e a necessidade de um transplante de órgão para a sobrevivência do paciente.

A doença pode ser assintomática por um longo período, o que dificulta a percepção dos pacientes sobre a gravidade do quadro. Muitas vezes, o diagnóstico ocorre em exames de rotina ou quando a doença já está em um estágio avançado, manifestando sintomas mais severos e limitando as opções de tratamento.

Riscos cardiovasculares e evolução silenciosa

Além dos danos diretos ao fígado, a presença de gordura nesse órgão está intrinsecamente ligada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares. A endocrinologista explica que a esteatose hepática metabólica pode influenciar negativamente o metabolismo de lipídios e glicose, contribuindo para o desenvolvimento de condições como hipertensão, diabetes tipo 2 e dislipidemia, que são fatores de risco conhecidos para infartos e derrames.

A progressão silenciosa da doença é um dos maiores desafios. Sem sintomas claros nas fases iniciais, muitos indivíduos não procuram ajuda médica até que a inflamação (esteato-hepatite), a formação de cicatrizes (fibrose) ou até mesmo o câncer já estejam presentes. Essa característica torna ainda mais crucial a conscientização sobre os fatores de risco e a importância de exames regulares.

Além da gordura: os verdadeiros vilões da dieta

Contrariando a crença popular de que a gordura no fígado é causada exclusivamente pelo consumo excessivo de alimentos gordurosos, a Dra. Claudia Santana esclarece que a etiologia da doença é mais complexa. Dietas ricas em açúcar, carboidratos refinados e, principalmente, alimentos ultraprocessados, são grandes contribuintes para o desenvolvimento da esteatose hepática metabólica. A frutose, em particular, presente em xaropes industrializados e muitos produtos processados, desempenha um papel significativo no acúmulo de gordura no fígado, independentemente do consumo de gordura dietética.

A adoção de um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos, é fundamental para a prevenção e o tratamento da gordura no fígado. A redução do consumo de açúcares adicionados, carboidratos simples e alimentos ultraprocessados pode reverter o quadro em muitos casos e prevenir a progressão para estágios mais graves da doença, evitando a necessidade de intervenções drásticas como o transplante.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo

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Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, desde 1991, trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV e rádios de Mato Grosso e Rondônia.
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