Segundo fontes do Judiciário, o afastamento está ligado a uma suspeita de envolvimento dele em um esquema de venda de sentenças no Judiciário.
O juiz Anderson Candiotto, que trabalhava na 4ª Vara Cível de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), foi afastado do cargo nesta quinta-feira (22/5).
A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que disse que não pode divulgar mais detalhes porque o processo é sigiloso.
Por unanimidade, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) afastou o juiz de Sorriso, por suspeitas de favorecimento e enriquecimento ilícito. A decisão ocorreu após uma inspeção da Corregedoria do Judiciário.
Candiotto ficou conhecido em fevereiro, quando decidiu manter aberto o “mercadinho” dentro da cadeia pública de Sorriso, mesmo com um projeto do Governo do Estado querendo fechar o local. A medida foi criticada pelo governador Mauro Mendes (União).
Durante a sessão de quinta-feira (22), os desembargadores analisaram o caso em um nível elevado de sigilo, já que houve a solicitação para que ficasse no Plenário apenas os desembargadores e secretária de taquigrafia, que anota tudo em ata.
A reportagem apurou que na inspeção foram constatados alguns procedimentos suspeitos de favorecimento, como bloqueio e desbloqueio de recursos. Há também suspeitas quanto ao patrimônio do magistrado, que, segundo a Corregedoria, seria incompatível com os rendimentos de um juiz.
JUÍZES AFASTADOS EM MT EM 12 MESES
Ainda não se sabe todos os motivos do seu afastamento ou se tem a ver com o caso Zampieri.
Anderson Candiotto já recebeu diversas reclamações por conta da atuação em alguns processos de disputa de terras. Porém, todas as denúncias foram arquivadas.
Com o afastamento de Candiotto, o judiciário chega a 3 juízes afastados. Além dele, os juízes Paulo Martini e Ivan Lúcio Amarante também estão afastados de suas funções.
No caso de Amarante, que atuava na Comarca de Vila Rica, ele foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças com o advogado Roberto Zampieri, executado em dezembro de 2023.
Também estão afastados de suas funções desde agosto do ano passado os desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, também por decisão do CNJ.
Eles apareceram em trocas de mensagens entre Zampieri e o lobista Anderson de Oliveira. Foram encontradas diversas conversas com os dois magistrados com suspeita de crimes de venda de sentença em troca de favores financeiros e presentes.
Em um dos trechos da decisão que determinou o monitoramento eletrônico, Ferreira Filho, por exemplo, aponta que ele aceitou um relógio de luxo como presente. Em outro diálogo, Zampieri, por meio do WhatsApp, enviou imagem ao desembargador Sebastião do que seriam barras de ouro de 400g. Em outro trecho, Zampieri pede novamente os dados do PIX do magistrado, demonstrando que iria efetuar o pagamento. Eles negam as acusações.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa do TJMT, que afirmou que não comentaria o afastamento.
Com informações da Gazeta Digital
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