A Justiça já determinou a captura dele, mas ele segue foragido.
O líder de facção conhecido como “Batman” foi solto na semana passada e rompeu a tornozeleira três dias depois.
O delegado titular da Gerência de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Mato Grosso, Frederico Murta, de Cuiabá, usou seu perfil nas redes sociais, nesse final de semana, para criticar a “fragilidade do sistema penal de judiciário” brasileiro após o líder de uma facção, Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, ter rompido a tornozeleira eletrônica três dias após ter deixado a Penitenciária Central do Estado (PCE).
“Mais um caso (ou descaso) escancarando a fragilidade do sistema. Não adianta a polícia prender. Pelo jeito também não adiantam mais as investigações bem feitas. Sejam por leis frágeis ou por ‘erros’, o crime tem dado seu jeito”, diz trecho da publicação.
No último dia 24, Batman conseguiu na Justiça migrar para o regime semiaberto. Na decisão da juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, designada pelo Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), ela destacou que o benefício foi concedido em decorrência do “ótimo comportamento” do criminoso dentro da prisão.
Para deixar a cadeia, foi imposta uma série de medidas cautelares, inclusive, o uso de tornozeleira eletrônica. Na noite da Sexta (27/9), Batman rompeu o equipamento e a partir de então passou a ser considerado foragido.
Na rede social, o delegado disse não estar surpreso com a situação, mas alertou para a necessidade de uma revisão do Judiciário para o que de fato é “bom comportamento”. Isso, porque o criminoso já foi condenado por continuar atuando na organização criminosa mesmo de dentro da cadeia.
“Só as minhas equipes já fizeram duas operações enormes contra ele, envolvendo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele foi indiciado por participação nos crimes durante o período em que ele estava preso. Eu estou falando isso porque além de presidir as investigações eu fui testemunha nos processos, então tudo isso é público, ninguém me contou”, reltatou.
“Já existem condenações e ninguém pode negar os envolvimentos em relações a esses casos. Se isso é ter bom comportamento, realmente a gente precisa rever nossos conceitos”, acrescentou.
Para Murta, “Batman” já deve ter fugido do estado e está “curtindo a vida” no Rio de Janeiro.
“Agora a polícia tem que correr para localiza-lá novamente. Mas uma hora dessas, ele já está lá no Rio de Janeiro em uma das áreas vips criadas pelo estado para eles curtirem a vida. É ou não é revoltante?”, finalizou.
“Batman” foi alvo da Operação “Red Money”, deflagrada em 2018 pelo Gaeco que investigou uma célula de uma facção criminosa no estado que teria movimentado R$ 52 milhões.
O criminoso conta com penas que somam mais de 66 anos de prisão.
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