O Ministério Público do Trabalho (MPT) identificou indícios de assédio moral generalizado no Ministério dos Direitos Humanos. A investigação começou após denúncias contra o ex-ministro Silvio Almeida, demitido no ano passado, e continua mesmo após sua saída.
De acordo com a Coluna do Estadão, inicialmente, o MPT acreditava que os casos estavam restritos ao alto escalão da pasta. No entanto, depoimentos de vítimas e testemunhas indicaram que o problema persiste em outros setores. A suspeita foi reforçada pelo alto número de afastamentos por problemas de saúde mental e pela constante troca de funcionários.
A investigação pode resultar em um acordo para que o ministério adote medidas de combate ao assédio. Caso contrário, o MPT pode entrar com ação na Justiça do Trabalho e cobrar multa, como ocorreu no governo Bolsonaro, quando a Caixa foi condenada a pagar R$ 10 milhões.
Em janeiro, o Ministério dos Direitos Humanos informou à Controladoria-Geral da União (CGU) que uma funcionária foi alvo de retaliação após denunciar assédio na gestão de Almeida. A CGU assumiu a apuração.
Procurado para comentar o caso, a pasta firmou que lançará um plano para prevenir e enfrentar o assédio e oferecer atendimento psicológico aos funcionários.
– Dentre as ações em andamento, destaca-se a Política de Bem-Estar, Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho, que inclui a oferta de atendimento psicológico aos funcionários do ministério – diz o Ministério dos Direitos Humanos.
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