O Brasil desembarca no Cairo, Egito, com a maior delegação já formada para um Campeonato Mundial de Halterofilismo. A competição começa neste sábado, 11 de outubro, e se estende até o dia 18, reunindo 25 atletas brasileiros – 16 mulheres e 9 homens – na disputa por pódios.
Dos convocados pela Confederação Brasileira, 24 recebem apoio financeiro do programa Bolsa Atleta, mantido pelo Ministério do Esporte, fator considerado decisivo para garantir ritmo de treinamento e participação em eventos preparatórios.
Principais expectativas de medalha
A equipe feminina concentra as maiores chances de medalhas. Entre os destaques estão:
- Mariana D’Andrea – bicampeã paralímpica e primeira brasileira a conquistar ouro adulto em Mundial;
- Tayana Medeiros – campeã da categoria até 86 kg nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024;
- Maria de Fátima – bronze na divisão até 67 kg em Paris;
- Lara Lima – bronze na categoria até 41 kg na mesma edição dos Jogos.
O saldo positivo na capital francesa reforça o otimismo da comissão técnica. Nos Jogos Paralímpicos de 2024, o halterofilismo brasileiro encerrou com quatro pódios: dois ouros e dois bronzes.
Representatividade nacional
Os representantes do país no Egito vêm de 12 unidades da federação. Minas Gerais lidera, com seis convocados, seguida por São Paulo, que enviará quatro. As demais vagas estão distribuídas entre atletas do Distrito Federal, Goiás, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Pará e Amazonas.
Histórico recente
Na edição anterior do Mundial, realizada em Dubai em 2023, o Brasil alcançou a melhor campanha da história: quatro medalhas – três na categoria adulta e uma na júnior. No total, o país acumula oito pódios em categorias adultas desde que passou a competir no torneio, sendo cinco resultados individuais.
Além de consolidar a evolução da modalidade, o Mundial no Cairo será a primeira grande competição internacional após Paris 2024. O desempenho na capital egípcia servirá de termômetro para os ciclos preparatórios de eventos continentais e dos próximos Jogos Paralímpicos.
A programação no Egito também inclui congressos técnicos e exames de classificação funcional dos atletas, que ocorrerão nos dias que antecedem as provas para garantir a regularidade das disputas.
As finais por categoria de peso serão distribuídas ao longo da semana. A seleção brasileira busca superar a marca de Dubai e ampliar a presença no quadro geral de medalhas.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
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