Uma abordagem da Polícia Militar no Residencial Isabel Campos, em Várzea Grande, terminou com a prisão em flagrante de V. H. C. D. T., 19 anos, na tarde de sexta-feira, 17 de outubro. O rapaz conduzia uma motocicleta em alta velocidade e sem capacete quando foi avistado por uma guarnição em patrulhamento.
Durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado. Porém, na mochila que ele carregava, os policiais localizaram 28 porções de maconha, pesando 278,74 gramas, além de uma balança de precisão. O material levou à suspeita de tráfico de drogas.
Motocicleta com sinais de adulteração
A equipe também verificou a motocicleta Honda vermelha, placa NJJ-2034. Técnicas de identificação veicular revelaram chassi e motor remarcados. A placa, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), pertence a uma Dafra Laser 150, ano 2008. O fato resultou na acusação de adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Suposta ligação com facção
Conforme o boletim de ocorrência, o detido declarou aos policiais ser integrante do Comando Vermelho e ocupar a função de “disciplina” na região, posto que, segundo afirmou, já exercera em Alta Floresta (MT). Ele teria indicado ainda que morava com a cunhada, M. G. S., e que juntos vendiam entorpecentes.
Na residência informada, a PM não encontrou a suspeita, mas apreendeu um documento de identidade em nome dela, uma bacia com restos de droga, um rolo de plástico filme, 20 chips de celular da operadora Vivo e cinco telefones danificados.
Versão do suspeito
Na Central de Flagrantes, durante o interrogatório conduzido pelo delegado Jefferson Dias Chaves, V. H. C. D. T. negou envolver-se com o tráfico e afirmou que apenas guardava a motocicleta a pedido da cunhada. Ele disse desconhecer a origem da droga e alegou ter sido agredido por policiais, relatando socos e “sacoladas” após a porta de sua casa ser arrombada. Sobre os aparelhos recolhidos, afirmou que somente um iPhone 11 Pro lhe pertencia.
Ação judicial
O Auto de Prisão em Flagrante foi homologado. A perícia oficial confirmou que a substância apreendida era Cannabis sativa L. O delegado representou pela conversão da prisão em preventiva, citando risco à ordem pública e suposto vínculo do investigado com organização criminosa. O pedido foi endossado pelo promotor plantonista Marcelo Malvezzi, que destacou a quantidade de droga e a existência de outro inquérito por tráfico contra o jovem em Alta Floresta.
O juiz plantonista Luís Augusto Veras Gadelha agendou audiência de custódia para sábado, 18 de outubro, quando decidirá se o suspeito permanecerá detido.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT
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