O Comitê Olímpico do Brasil (COB) confirmou que o país terá 14 atletas — além de um reserva — nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, marcando a maior delegação nacional na história do evento. A competição será disputada de 6 a 22 de fevereiro em diferentes cidades e estações de esqui do norte da Itália.
O aumento de 40% em relação aos 10 representantes de Pequim 2022 reflete, segundo o chefe de missão Emílio Strapasson, a ampliação da estrutura de treinamento e o planejamento de longo prazo voltado aos esportes de neve e gelo. O dirigente destacou que o Brasil já se consolida como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul nesse cenário.
Logística desafiadora
As provas ocorrerão em Bormio, Livigno, Tesero e Cortina d’Ampezzo, localidades separadas por mais de 400 quilômetros. De acordo com o consultor de esportes do COB, Jorge Bichara, a equipe traçou um plano detalhado para o deslocamento de atletas e equipamentos entre as montanhas a fim de oferecer as melhores condições de desempenho.
Modalidades e destaques
O Time Brasil estará presente em seis modalidades:
- Esqui alpino – Lucas Pinheiro Braathen, Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha
- Skeleton – Nicole Silveira
- Bobsled – Edson Bindilatti (piloto; trio de companheiros ainda não anunciado, mais um reserva)
- Esqui cross-country – Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva
- Snowboard halfpipe – Pat Burgener e Augustinho Teixeira
Perfil dos atletas
Nicole Silveira, gaúcha radicada no Canadá, chega como quarta colocada no Mundial de 2025 e dona de três bronzes na Copa do Mundo de Skeleton. No bobsled, o baiano Edson Bindilatti disputará sua sexta Olimpíada, recorde brasileiro nos esportes de inverno.
No esqui alpino, o país contará com quatro competidores. Lucas Pinheiro Braathen, nascido na Noruega, soma nove pódios em etapas de Copa do Mundo e foi prata em Wengen em 18 de janeiro. Christian Oliveira, também criado na Noruega, integra o time desde 2025/2026 e acumula seis top-10 internacionais. O ítalo-brasileiro Giovanni Ongaro coleciona bons resultados em provas júnior, enquanto a carioca Alice Padilha é apontada como principal revelação feminina da disciplina.
No esqui cross-country, Eduarda Ribera retorna após estrear em Pequim 2022, Bruna Moura faz sua primeira participação olímpica depois de se recuperar de acidente automobilístico, e Manex Silva garantiu vaga ao alcançar índice no Mundial de Trondheim, em fevereiro de 2025.
O snowboard halfpipe terá dois representantes: o suíço-brasileiro Pat Burgener, dono de dois bronzes em mundiais pela Suíça e primeiro brasileiro a subir ao pódio em etapa de Copa do Mundo; e Augustinho Teixeira, campeão da European Cup em 2025 e 18º no Mundial da modalidade.
Preparação conjunta
Bichara ressaltou que a parceria firmada em 2025 entre COB, Confederação Brasileira de Desportos na Neve e Confederação Brasileira de Desportos no Gelo foi determinante para o volume de vagas obtidas na última janela classificatória. “Nossa tarefa agora é garantir a estrutura necessária em cada local de competição para que os atletas apresentem seu melhor”, afirmou.
Com os 14 nomes confirmados, o Brasil supera o antigo recorde de Sochi 2014, quando enviou 13 competidores, e projeta novos patamares para as próximas gerações de esportistas de inverno do país.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
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