O deputado federal Coronel Assis (União Brasil-MT) criticou, em suas redes sociais, a solicitação feita pela liderança do Partido dos Trabalhadores à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para acompanhar e, se necessário, intervir na Caminhada pela Liberdade. O PT argumenta que a manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro coloca em risco a segurança viária por ocorrer, em parte, às margens e sobre a pista de rolamento da BR-040, rodovia com tráfego intenso de carretas.
Para Assis, a cobrança dos petistas demonstra desconforto do que ele chamou de “sistema” com a mobilização de opositores ao governo Lula. “O sistema está incomodado. E quando o sistema se incomoda é porque algo está sendo feito da maneira correta”, declarou o parlamentar. Ele também afirmou que “não adianta intimidar” e que os participantes continuarão nas ruas: “Querem que o povo fique em casa, de braços cruzados. Isso não vai acontecer”.
A caminhada, iniciada nesta semana, é liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pretende chegar a Brasília no domingo, 25 de janeiro, caso não haja a desmobilização solicitada pelo PT. O grupo pressiona por anistia total aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e por apoio ao ex-presidente Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Solicitação de fiscalização
No pedido encaminhado à PRF, a bancada petista argumenta que a presença de centenas de manifestantes caminhando pela BR-040 representa perigo tanto para os participantes quanto para motoristas, em razão do fluxo contínuo de veículos de grande porte. O partido pede que a corporação adote medidas para garantir a segurança e evitar bloqueios ou acidentes na rodovia federal.
A PRF ainda não divulgou posicionamento oficial sobre eventuais ações de monitoramento ou restrições ao percurso do grupo. Até o momento, a manifestação segue sem registro de ocorrências graves.
Discurso de resistência
Em suas declarações, Coronel Assis voltou a criticar o governo e o Supremo Tribunal Federal, que, segundo ele, promovem “arbitrariedades” contra a oposição. “Quando Deus desperta um povo, não há mãos humanas capazes de segurar esse movimento”, acrescentou o parlamentar.
Nikolas Ferreira, por sua vez, reforçou nas redes sociais que a marcha continuará até a capital federal, onde os manifestantes pretendem realizar um ato público em frente ao Congresso Nacional para reiterar o pedido de anistia e protestar contra decisões judiciais relacionadas ao 8 de Janeiro.
Até a noite desta sexta-feira (23), a Caminhada pela Liberdade percorria trechos do entorno de Cristalina (GO), ainda na BR-040, avançando em direção ao Distrito Federal. Organizadores estimam a participação de milhares de pessoas, mas não divulgaram números oficiais de adesão.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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