Levantamento do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR) mostra que o futsal brasileiro captou R$ 21,3 milhões pela Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) entre 2009 e 2019. Os recursos, distribuídos em 127 projetos, priorizaram ações ligadas ao ambiente educacional e alcançaram 32.839 beneficiários em todas as regiões do país.
Avanço em dez anos
No início da série histórica, em 2009, foram aprovados cinco projetos, que somaram pouco mais de R$ 1 milhão. Dez anos depois, em 2019, o número saltou para 28 iniciativas, com captação de R$ 7,4 milhões. Ao todo, 55 entidades foram autorizadas a captar via LIE, e 38 delas direcionaram quase R$ 14 milhões a programas de formação de atletas em idade escolar.
Região Sul concentra maior fatia
O Sul lidera a destinação de verbas para o futsal. O Rio Grande do Sul recebeu R$ 7,6 milhões, seguido pelo Paraná, com R$ 4 milhões, e Santa Catarina, que obteve R$ 2,7 milhões. Juntas, as três unidades da federação concentram mais da metade dos investimentos mapeados pelo IPIE/UFPR.
Participação da iniciativa privada
Entre 2009 e 2019, 325 empresas e pessoas físicas contribuíram para os projetos de futsal financiados pela LIE. Os maiores aportes vieram do Banrisul (R$ 1.516.271), das Lojas Renner (R$ 1.329.000) e da Engie Brasil Energia (R$ 1.182.136). Somadas, essas três organizações injetaram cerca de R$ 4 milhões na modalidade.
Bolsa Atleta foca no alto rendimento
Em contraste com a Lei de Incentivo, o programa Bolsa Atleta repassou R$ 1,6 milhão ao futsal entre 2010 e 2016, distribuídos em 78 bolsas. O benefício privilegiou o alto rendimento: 72 bolsas pertenceram à categoria Internacional, que reuniu R$ 1,6 milhão; apenas seis bolsas foram conferidas à categoria Estudantil, totalizando R$ 26 mil.
O futsal feminino concentrou a maior parte do auxílio, com 67 bolsas e R$ 1,3 milhão. O masculino recebeu 11 bolsas, equivalentes a R$ 226 mil. Quanto ao recorte regional, Santa Catarina acumulou 45 bolsas e R$ 963 mil, enquanto São Paulo ficou com 11 bolsas, somando R$ 226 mil.
Olímpico versus paralímpico
O futsal olímpico absorveu 74 das 78 bolsas concedidas — montante de R$ 1,5 milhão. Já a versão paralímpica contou com quatro bolsas, que representaram R$ 88 mil, refletindo a incipiência do apoio ao paradesporto no programa federal.
Os dados reforçam que, embora o Brasil dispute novamente a Copa América de Futsal em 2026, a sustentação da modalidade passa por iniciativas que transformam impostos em investimento social, especialmente na base escolar.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
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