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Mulheres marcham em SP por fim da violência e escala 6×1

Milhares de mulheres ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (8), para um ato que celebrou o Dia Internacional da Mulher. Apesar da intensa chuva que atingiu a capital paulista, as manifestantes marcharam em direção à Praça Roosevelt, portando sombrinhas e faixas que clamavam pelo término da violência contra as mulheres em todo o país. O evento ocorreu de forma simultânea em diversas cidades brasileiras.

Com cânticos como “Ô abre alas, que as mulheres vão passar. Com esta marcha muitas coisas vão mudar”, o grupo expressou suas demandas. Parte das participantes optou por permanecer abrigada sob o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) devido ao mau tempo, enquanto as demais seguiram o percurso.

Combate ao Feminicídio e à Misoginia

Entre as principais pautas, o combate efetivo ao feminicídio e à violência contra a mulher foi amplamente defendido. Alice Ferreira, uma das fundadoras e coordenadoras do Levante Mulheres Vivas, enfatizou a necessidade de “orçamento público e medidas efetivas” em vez de apenas “pacto, palavras, nota de apoio”. Ela criticou a falta de avanço nessas questões nas esferas executiva, judiciária e legislativa.

Durante o protesto na Avenida Paulista, foram realizadas intervenções simbólicas. Em uma delas, sapatos femininos foram dispostos ao longo da avenida, simbolizando as vítimas de feminicídio no Brasil. Outra instalação, posicionada em frente ao Fórum Pedro Lessa, utilizou bonecas para chamar atenção para crianças que sofrem com a misoginia, citando um caso judicial polêmico envolvendo um desembargador que absolveu um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos em Minas Gerais.

A coordenadora do Levante Mulheres Vivas também destacou a relevância de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que visa tipificar a misoginia — conduta de ódio contra as mulheres — como crime. Ferreira argumentou que, em um cenário onde “o discurso feminista é boicotado pelas big techs” e o “discurso red pill é impulsionado”, criminalizar a misoginia representa “o primeiro passo para começarmos a reverter essa lógica”. Dados alarmantes de São Paulo indicam que 270 mulheres foram mortas em 2025, um aumento de 96,4% em comparação com 2021, marcando um recorde desde o início da série histórica em 2018.

Fim da Escala 6×1 e Direitos Trabalhistas

Além da violência de gênero, as mulheres também protestaram pelo fim da escala de trabalho 6×1. Luana Bife, da direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, explicou que essa demanda se insere no “mote de São Paulo é pela vida das mulheres, pelo fim da escala 6 por 1 e em defesa da soberania e autodeterminação dos povos”. Ela ressaltou a importância da redução da jornada de trabalho para as mulheres, muitas das quais são responsáveis pelo cuidado familiar e pela renda.

Segundo Bife, muitas mulheres operam em uma “escala 7 por 0” devido às suas múltiplas responsabilidades. Para ela, o fim da escala 6×1 não apenas proporcionaria um período essencial de descanso e autocuidado, mas também permitiria que as mulheres tivessem mais autonomia para “decidir como querem estar no mundo”. A ativista defendeu que a violência contra as mulheres e a garantia de direitos devem ser enfrentadas por meio de políticas públicas permanentes e eficazes, independentemente dos governos em exercício.

Outras Pautas e Movimentos Presentes

Outras pautas levantadas no ato incluíram o fim da violência política e o combate ao extremismo que busca controlar os corpos e as vozes femininas. O evento, intitulado “Em Defesa da Vida das Mulheres”, contou com a adesão de diversos movimentos sociais e sindicais, como a União Nacional por Moradia Popular, o Movimento de Mulheres Camponesas, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Marcha Mundial das Mulheres, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), entre outros.

As manifestantes reafirmaram a necessidade de uma agenda contínua de defesa da vida das mulheres, sustentada por políticas públicas e sociais firmes, destinadas ao combate das violências contra mulheres e meninas.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias

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