A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 8 de maio, a Operação Gemini, uma ação que sacode o cenário político e jurídico de Mato Grosso. A investigação tem como foco principal a apuração de um complexo esquema de venda de sentenças e lavagem de dinheiro, envolvendo figuras proeminentes do estado. Entre os alvos da operação estão o deputado estadual Faissal Calil, filiado ao Partido Liberal (PL), e o desembargador Dirceu dos Santos, que já se encontrava afastado de suas funções no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Operação Gemini mira esquema de venda de sentenças
A Operação Gemini foi cuidadosamente planejada para aprofundar as apurações sobre a suposta comercialização de decisões judiciais e a prática de lavagem de dinheiro que estariam ocorrendo no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A ação da PF visa desmantelar uma rede que, segundo as investigações, estaria comprometendo a integridade do sistema judiciário estadual.
Para isso, foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão domiciliar, além de buscas pessoais. As medidas incluem também o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, o que permitirá à Polícia Federal ter acesso a um vasto volume de informações financeiras e de comunicação, essenciais para traçar o fluxo do dinheiro e as interações entre os envolvidos no suposto esquema.
Mandados cumpridos e itens apreendidos
Durante as diligências realizadas nos endereços ligados aos alvos da operação, a Polícia Federal efetuou a apreensão de diversos itens. Entre o material recolhido, destacam-se armas de grosso calibre, um revólver, munições variadas, relógios de luxo e uma coleção de canetas de alto valor. As apreensões são consideradas importantes para a continuidade das investigações, podendo fornecer provas adicionais sobre as atividades ilícitas.
Crimes sob investigação e próximos passos
Os indivíduos investigados na Operação Gemini poderão ser responsabilizados por uma série de crimes, dependendo do grau de participação de cada um no esquema. As tipificações penais incluem corrupção passiva, que se refere ao ato de solicitar ou receber vantagem indevida em razão da função pública; advocacia administrativa, que é o patrocínio de interesse privado perante a administração pública valendo-se da qualidade de funcionário; e lavagem de dinheiro, crime que busca ocultar a origem ilícita de bens e valores.
A equipe de reportagem do RepórterMT tentou entrar em contato com o deputado estadual Faissal Calil para obter um posicionamento oficial sobre a operação e as acusações. Embora as ligações tenham sido completadas, não houve atendimento por parte do parlamentar. O espaço permanece aberto para que o deputado possa se manifestar a qualquer momento sobre os fatos que o envolvem na investigação.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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