A prisão preventiva do investigador aposentado da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT), Luciano Testa, de 56 anos, revelou um histórico de condutas violentas que vai muito além da agressão registrada contra o idoso Agessander Manoel, de 62 anos. Documentos da Corregedoria-Geral da PJC-MT e despachos da 14ª Vara Criminal de Cuiabá apontam que o ex-policial já era alvo de investigações por homicídio qualificado e outros episódios de hostilidade contra vizinhos.
Histórico de ameaças e premeditação
O juiz João Bosco Soares da Silva, ao decretar a prisão, destacou que o comportamento de Luciano Testa no Condomínio Residencial Ilha dos Açores, localizado no bairro Cidade Alta, não foi um evento isolado. O ex-agente já respondia a um procedimento administrativo por ameaçar e agredir outro morador do mesmo edifício. Além disso, a Corregedoria confirmou que ele é investigado em um inquérito de homicídio qualificado.
O Ministério Público, por meio do promotor Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, reforçou a tese de premeditação. Segundo as autoridades, o ataque ocorrido em 11 de junho de 2026 foi o cumprimento de uma ameaça feita 10 meses antes. Em 15 de agosto de 2025, Testa teria cercado Agessander Manoel no elevador e declarado: “O teu tá guardado, é uma promessa”.
Agressões e importunação sexual
Imagens do circuito de segurança do condomínio registraram o momento em que o ex-policial desferiu socos, chutes e cotoveladas contra a vítima, inclusive quando o idoso já estava caído e imóvel no chão. A cena foi presenciada por uma criança que estava no elevador. Durante a confusão, a esposa da vítima, Silvana de Souza Manoel, tentou intervir e foi alvo de importunação sexual, tendo seus seios apertados pelo agressor.
O magistrado João Bosco Soares da Silva classificou a conduta como um “desprezo pela integridade física alheia” e um “padrão de comportamento violento e reiterado”. Diante da gravidade, a Justiça determinou o bloqueio imediato de todas as licenças de armas do acusado junto aos sistemas da Polícia Federal e das Forças Armadas (Sinarm e Sigma).
Ineficácia de medidas protetivas
O Ministério Público argumentou que medidas cautelares de menor rigor seriam insuficientes para conter o agressor, dada a periculosidade demonstrada e o risco iminente à vida das vítimas. Embora Luciano Testa tenha alegado em redes sociais que agiu após um suposto assédio cometido pela vítima em 2025, a versão foi contestada pelas investigações da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), que confirmaram a agressividade injustificada do ex-policial.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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